A chamada “Cultura-i“ é obra do diabo?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: Li um artigo digital sobre a “Cultura-i” (Cultura da Internet), dizendo que os dispositivos tecnológicos e as redes sociais são, por vezes, apresentados como tentações modernas, promovendo um excesso de ruído digital que conduz ao entorpecimento emocional, levando a humanidade a trocar tempo, privacidade e paz interior por conveniência e gratificação instantânea. São estas coisas obras do diabo? E podem os Cristãos ser enganados por elas? Se sim, qual é o segredo para vencer esta grande tentação? – D.W.
Resposta: Satanás pode transformar-se «em anjo de luz» (2 Coríntios 11:14) e enganar até os próprios Cristãos. A impureza tem um agente de publicidade muito mais ativo do que a pureza. Ao promover a imoralidade, Satanás destaca o prazer momentâneo, mas oculta as suas consequências. Nunca fala do remorso, da inutilidade, da solidão nem da devastação espiritual que acompanham o pecado. O pecado tem levado inúmeras pessoas a uma espiral descendente, e Satanás aproveita-se da sua perversidade. Sentimentos de culpa e consciências atormentadas são forjados no fogo das paixões desordenadas e da ganância. Dessas práticas surgem até fobias e perturbações que desafiam os mais competentes especialistas.
Hoje, alguns jovens começam a questionar os excessos das redes sociais. Ainda assim, essas plataformas exploram uma das necessidades mais profundas do ser humano: o desejo de pertencer e de ser aceite. Um autor observou que a obsessão pelas redes sociais assenta precisamente nesse impulso humano, tão antigo quanto a própria humanidade.
Contudo, a solidão mais profunda nunca poderá ser resolvida à parte de um relacionamento com Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
Isto não significa que a tecnologia ou as redes sociais sejam, em si mesmas, obras do diabo. São ferramentas, e uma ferramenta pode ser usada para o bem ou para o mal. O problema surge quando elas passam a dominar o coração, substituem a comunhão com Deus, alimentam a vaidade, o egoísmo, a impureza, a comparação constante ou roubam o tempo que pertence ao Senhor e aos outros.
Os cristãos são chamados a refletir o caráter de Cristo, e não a moldar-se aos padrões de uma cultura conduzida pelo consumismo, pela vaidade ou pela manipulação do mercado. A Bíblia adverte:
«Filhinhos, ninguém vos engane.» (1 João 3:7).
O segredo para vencer qualquer tentação — seja ela digital ou de outra natureza — não é simplesmente afastar-se da tecnologia, mas andar diariamente com Cristo, enchendo a mente da Sua Palavra, cultivando a oração, exercendo domínio próprio e usando todas as coisas de modo que glorifiquem a Deus.
Ao longo de todas as gerações, a mensagem da Bíblia revelou-se indispensável, e a sua influência sobre indivíduos e sociedades tem sido imensa. O mesmo continua a ser verdade na era digital.
- Billy Graham



