O que esconde a filosofia de género

Portugal, tem desde 2006 a CIG (Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género).
A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) é um organismo da Administração Pública, com sede em Lisboa e uma delegação no Porto, integrada na Presidência do Conselho de Ministros e tutelada pelo Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. A CIG foi criada pelo Decreto-Lei n.º 202/2006, de 27 de Outubro.
Há anos atrás, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, teve lugar uma conferência sobre o tema "Rumo à sociedade mundial do género humano?".
Não! Absolutamente não! Sub-repticiamente, o que começou por ser uma inocente alteração de termos, relativamente a homens e mulheres, escondia em si uma auto-estrada conducente a algo de muito grave.
Actualmente estão em confronto duas ideologias que são, de facto, duas antroplogias antagónicas e imcompatíveis entre si: por um lado, a visão do homem que mergulha as suas raízes na história e na verdade das Escrituras em que assentou sempre a nossa sociedade, e, por outro, a recém inventada filosofia do género.
Todos os debates actuais sobre a família, o casamento, o direito à vida e questões semelhantes são debates provocados pelo assalto da filosofia do género contra a fortaleza construída pela história do mundo ocidental de inspiração cristã para proteger o homem e a família como algo valioso em si mesmo.
A filosofia do género é uma antropologia de raízes marxistas e freudianas que, inspirada num feroz materialismo transexual e transgénero, pretende libertar o homem e a mulher de qualquer exercício da sexualidade que traga consigo responsabilidade.
Segundo essa filosofia, o sexo deve ser reconstruído como género, ou seja: cada pessoa escolherá livremente se deseja ser homem ou mulher, hetero ou homo ou transexual. Esta, segundo ela, é a verdadeira liberdade.
O género não constitui apenas uma definição socialmente construída de mulher e de homem. É uma definição socialmente construída da relação entre os sexos e a sua perversão.
Segundo os defensores desta filosofia, “A igualdade de género inclui o direito à diferença, o que significa ter em conta as próprias diferenças existentes entre mulheres e homens relacionadas com as suas respectivas classes sociais, opiniões políticas, religiões, etnias, raças ou preferências sexuais."
Por isso, a filosofia do género tem como inimigos fundamentais o casamento e a maternidade, pois implicam um exercício da responsabilidade.
Nada tem de estranho que a agenda política da filosofia do género passe por equiparar homossexualidade com casamento, introduzir o género nas leis (como as de violência de género ou as de identidade de género), rebaixar o casamento a um assunto meramente privado através do divórcio fácil, facilitar a luta contra a vida mediante a promoção do aborto, impulsionar as técnicas de reprodução assistida para tirar a reprodução do contexto homem-mulher, etc.
“SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos ..., presunçosos, soberbos, blasfemos, ..., profanos, sem afecto natural, ..., obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus .... Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:1-5).



