Doença e pecado
Uma coisa que realmente preocupa este escritor relativamente à vida moderna, é como o pecado está constantemente a ser chamado de doença. Um homem comete uma indecência moral e diz-se que ele está doente – até lhe dizem isso.
Há algum tempo fui ver um homem que tinha caído em imoralidade repulsiva e tinha sido descoberto. Durante anos a sua vida santimonial fora um fingimento; agora a máscara caíra-lhe e ele meteu-se numa dificuldade – numa grande dificuldade.
Eu disse-lhe que agora o seu melhor caminho seria fazer uma confissão clara - aos tribunais e a Deus. Mas alguém tinha ido falar com ele primeiro. Enquanto ele escutava, esta pessoa disse à sua mulher: “Tem de levar o Jim ao médico, pois ele está doente e precisa de ajuda. Eu não estou a justificar o que ele fez, mas espero que ele consiga a ajuda adequada para poder ser sarado.”
Que forma de evasão à questão do pecado! É claro que o homem estava doente – imagino que nós também ficaríamos doentes se vivêssemos como ele estava a viver! Mas endireitemos as coisas: a doença dele veio do seu pecado, e não o contrário. Ter-lhe-ia sido, de longe, muito melhor chorar de coração, contrito, o seu pecado diante de Deus, do que desculpar a sua conduta com base em enfermidade. Rom. 5:12 diz: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte”, e Rom. 6:23 diz: “O salário do pecado é a morte.”
O facto sóbrio é que apesar de poder haver diferenças nas espécies de pecados que nós cometemos, ou nos graus do nosso pecado, Rom. 3:23 declara que não há nenhuma diferença nisso, que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
É por isso que temos prazer e honra em proclamar "o Evangelho da graça de Deus,” como Cristo pagou a pena dos nossos pecados para podermos ter uma posição perfeita diante de um Deus santo, “sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rom. 3:24). “Graças a Deus, pois, pelo Seu dom inefável” (2 Cor. 9:15).
Cornelius R. Stam



