A importância de se assistir aos cultos

Carlos M. Oliveira     A importância da assistência aos cultos é revelada, entre outros textos bíblicos, em Hebreus 10.23-25:

     «Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu.

     «E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras,

     «Não deixando a nossa congregação [ou, não deixando de nos congregar], como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia».

     Este texto mostra parte da importância de nos congregarmos. Vemos nele que a congregação dos crentes é o meio que Deus privilegia para que os "confessos" sejam "considerados (ou, apreciados)" e "estimulados ao amor e às boas obras". Eis-nos, pois, perante uma questão muito importante que devemos colocar claramente diante de nós: Aprecio e estimulo os meus irmãos e irmãs em Cristo? E faço-o como Deus recomenda neste texto? Nesta passagem aprendemos que nos devemos congregar por causa dos outros, para seu benefício. Outras passagens há em que aprendemos que o devemos fazer por causa de nós próprios, para nosso próprio ganho.
 
      Acontecerá, porventura, que alguém seja tentado a adotar a posição de que não é da conta de ninguém como estão, e vão, os nossos irmãos? Esse é o espírito de Caim, que perguntou, «Sou eu guardador do meu irmão?» (Gén. 4.9). É claro que somos – todos nós – guardadores dos nossos irmãos, e dizermos que não nos interessa o que se passa com os nossos irmãos e irmãs é sermos culpados de grande pecado.

     Hebreus 10.23-25 fala-nos de um pecado, um pecado cometido por muitos, e poucos são os que estão conscientes da sua seriedade. Mesmo os crentes mais fiéis não pensam nesta atitude como um pecado. O versículo 26 é muito claro: «Porque, se pecarmos ...»
 
      Sim, a não assistência aos cultos, o não nos congregarmos, é um pecado, e tal não é comum ouvir-se dizer.

     Notemos que Hebreus 10.23-25 não é um conselho, mas um mandamento. Não se trata de algo opcional, mas obrigatório, visto ser um mandamento de Deus.

     Não estamos diante dum desejo de pastores, para poder ser tratado com leveza, mas perante um mandamento de Deus. É Deus que diz que nos devemos congregar.

     A loucura de alguém não se congregar, como deve, é semelhante a empregarmos um capataz e não lhe facultarmos servidores, ou nomearmos um capitão e não lhe atribuirmos soldados, ou chamarmos um pastor e não lhe darmos ovelhas, ou arranjarmos um líder sem seguidores, ou empregarmos um professor sem alunos, ou um médico sem enfermos.

     Ora os anciãos, ou pastores, desempenham nas igrejas estas várias relações no seu ministério espiritual. São mordomos, pastores, médicos, ensinadores, ministros, capitães, líderes. Mas que podem eles fazer sem os crentes?

     Na congregação todo o crente deve sentir a importância de estar no seu lugar nos assentos, do mesmo modo que os pastores sabem da importância de estar no púlpito. Não há nada que faça desanimar tanto o espírito dum pregador como o olhar para os assentos vazios. Não é a oposição externa do mundo que parte o coração dos pastores, mas a ausência dos que uma vez fizeram um compromisso com Deus.

     No temos o exemplo do Apóstolo Paulo. Não conhecemos ninguém que tenha interpretado tão bem a devoção e consagração que se deve a Cristo, como Paulo. Ele é tudo o que um ministro fiel deve querer ser. Ele ergueu-se muitas vezes só, com valentia, no meio dos inimigos do Senhor, mas notemos o que ele diz quando escreve aos Coríntios:

     «Ora, quando cheguei a Troas para pregar o evangelho de Cristo e abrindo-se-me uma porta no Senhor,

     «Não tive descanso no meu espírito, porque não achei ali meu irmão Tito; mas, despedindo-me deles, parti para a Macedónia» (2 Cor. 2.12,13). 

     Paulo tinha uma porta aberta em Troas, mas ficou tão profundamente deprimido com a ausência de Tito, que não conseguiu pregar, tendo partido dali para a Macedónia.

     Quem é o pastor que não compreende o significado do “Tito ausente”?

     A ausência dos crentes nos cultos faz os pastores sentirem como se a igreja estivesse vazia.

     A palavra igreja significa uma congregação de crentes e se estes não se congregam não pode haver igreja. Pode-se ter uma igreja sem edifício, dinheiro e muitas outras coisas, mas não se pode ter uma igreja sem crentes.

     O Senhor Jesus Cristo deixou a Sua riqueza e glória celestiais para vir ter comunhão connosco sujeitando-se à pobreza e ignomínia,. Como é possível que haja quem tenha relutância em deixar a sua pobreza e miséria para ter comunhão com o Senhor na Sua glória e riquezas incompreensíveis?                               

- C.M.O.

 

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