As raposinhas que fazem mal às vinhas
Muitos Cristãos entretêm a noção de que a apostasia da verdade começa com a negação de um ou mais dos fundamentos da fé, tais como a infalibilidade da Bíblia, a deidade de Cristo, ou a eficácia da Sua obra redentora. Supõem que o aspecto moral da apostasia dá-se da mesma forma.
Esta visão não é totalmente correcta, pois a apostasia geralmente começa, não com a aprovação, mas com a absolvição do erro espiritual ou moral.
Eva caiu em pecado, não por negar o que Deus dissera, mas por dar ouvidos a Satanás.
Em Cantares de Salomão, a donzela Sulamita, sem dúvida citando as palavras de Salomão, o seu amado noivo, assinala que as vinhas estão em plena floração. Em breve as uvas estarão maduras para a festa do casamento. Mas há um perigo que ameaça a colheita: “as raposinhas, que fazem mal às vinhas.” Elas devem ser “apanhadas” quanto antes (Cant. Sal. 2:15).
Que impressionante lição temos aqui! Quantas vezes o povo de Deus está no limiar da grande bênção, com a atmosfera recheada do odor refrescante de uma abundante colheita espiritual quando, oh, tudo se perde – não através de um ataque frontal por parte do adversário, mas por aquelas raposinhas que tiveram permissão para fazer mal às vinhas. Alguma doutrina ou prática claramente anti-bíblica e subversora da bênção espiritual, foi absolvida, tolerada, quando, como as raposinhas de Cantares de Salomão, deveriam ser apanhadas e eliminadas.
Cornelius R. Stam



