Vivendo para a glória de Deus
“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1 Cor. 10:31).Este é o grande princípio orientador da vida Cristã.
O Apóstolo Paulo salienta no contexto precedente que o que pode ser perfeitamente correcto para uma pessoa pode perturbar a consciência de outra. Portanto, o crente sincero e gracioso, não violará irresponsavelmente os problemas de consciência do seu irmão, ofendendo-o ao ceder ao desejo daquilo que ele considera errado. Nos dias de Paulo, isto envolvia particularmente as comidas que as pessoas tomavam, mas tanto em Romanos 14 como em 1 Coríntios 10 é evidente que está envolvida a conduta Cristã em geral.
Se, na minha conduta diária, eu considerar não apenas a minha consciência, mas também a do meu irmão, não se segue daí que eu esteja a desobedecer a Gálatas 5:1, falhando em ficar “firme na liberdade com que Cristo nos libertou”. É verdade que eu não tenho o direito de abrir mão da minha liberdade redimida pelo sangue, mas tenho liberdade de abrir mão dos meus direitos. O mundo que nos rodeia é lento em fazer isto, mas este é um dos sinais da verdadeira regeneração.
O meu objectivo na vida não deve ser gratificar os meus próprios desejos, muito menos expor a fraqueza do meu irmão fazendo alarde da minha liberdade em Cristo. O meu único alvo deve ser antes glorificar a Deus em tudo o que diga e faça.
Certamente que tudo isto tem apenas a ver com a conduta dos crentes em Cristo. O descrente nada pode fazer para a glória de Deus. A sua própria rejeição de Cristo é uma ofensa contínua a Deus que, em amor, deu o Seu Filho para morrer em nosso lugar. A única forma do descrente poder honrar a Deus é deixar a sua incredulidade e confiar em Cristo como Salvador e Senhor.
Cornelius R. Stam



