O poder da piedade
Deus quer que vivamos como Sua possessão sagrada, separados deste mundo como sistema, mas nestes dias a piedade está fora de moda. Os líderes religiosos dizem-nos, em número cada vez maior, que para vencermos o mundo temos de nos tornar parte dele e para conquistarmos as pessoas do mundo temos de ter comunhão com elas nas coisas que fazem e acompanhá-las aos lugares que frequentam. Mas o crente não consegue impressionar o mundo conformando-se a ele. E mesmo se ele conseguisse ter êxito nesta abordagem ainda seria contrário à vontade de Deus, pois a Sua Palavra exorta-nos:“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rom. 12:2).
É a verdadeira piedade, a consistente separação deste mundo para Deus, que impressiona mais profundamente os perdidos a quem nós testemunhamos.
A verdadeira piedade exerce enorme poder espiritual. Leva os homens empenharem-se e a sacrificarem-se, isso e mais, a sofrerem e a morrerem por Cristo e pelos outros. Ela exerce uma influência profunda sobre aqueles com quem entra em contacto. Um crente verdadeiramente piedoso conquistará o respeito dos outros crentes e pelo seu exemplo encorajá-los-á a viver vidas piedosas, enquanto ao mesmo tempo a sua piedade condenará os perdidos, de tal modo que ou eles se enfurecem ou se voltam para Cristo a fim de serem salvos.
É por isso que 2 Tim. 3:12 diz: “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições.” Os Cristãos carnais não gostam de pensar, nesta passagem, na palavra “todos”, mas ela está lá e surge como uma repreensão à sua falta de consagração a Deus. Eles têm “aparência de piedade” mas negam “a eficácia [ou, poder] dela” (2 Tim. 3:5).
Cornelius R. Stam



