Firme, custe o que custar
Quando as multidões Babilónicas se prostraram em adoração diante do deus de ouro que Nabucodonosor tinha erigido, três jovens Hebreus recusaram curvar-se e permaneceram de pé, firmes e sós. Quando chamados perante Nabucodonosor a fim de responderem pelo seu atrevimento e ameaçados de morte numa fornalha a arder, eles responderam:
“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; … E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Dan. 3:17,18).
Esta é a firmeza que todo o crente deve assumir por Deus e pela Sua verdade. Ele pode livrar-nos da perseguição se nos firmarmos fielmente, mas mesmo que Ele não julgue adequado fazer-nos isso ainda assim devemo-nos manter firmes solitariamente, se necessário, pela luz que Ele nos tem dado da Sua Palavra.
Muitos têm sofrido perdas temporárias por se firmarem pelas suas convicções. Hebreus 11 lista entre os heróis da fé alguns que “… foram torturados, não aceitando o seu livramento, … E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados” (Heb. 11:35-37).
Mas nós lemos que todos estes tiveram um bom “testemunho” diante de Deus e esperavam alcançar “uma melhor ressurreição” (Vers. 35,39).
Quando a apostasia se ergue à volta de todos nós e os que se erguem pela verdade de Deus são muitas vezes ridicularizados e desprezados, que Deus nos dê a graça de nos firmarmos fielmente independentemente do custo envolvido, lembrando-nos que quaisquer sofrimentos que tenhamos de padecer por Cristo são apenas temporários, enquanto que as recompensas serão eternas.
Cornelius R. Stam



