A rainha risonha
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| Dormitório da Rainha no Palácio de Versalhes |
Próximo da famosa cidade de Paris, França, encontra-se o magnífico e mundialmente famoso Chateau de Versalhes, ou Palácio de Versalhes. Este edifício sumptuoso é criação do Rei Luis XIV, que devido à sua extrema extravagância e intensa indulgência ficou conhecido como o “Rei do Sol.”
Numa ocasião um amigo levou-me a ver a propriedade real que é agora um museu. Nós entrámos no património imperial através dos portões de ferro vedados e caminhámos através dos seus jardins botânicos encantadores, que são dos mais bonitos que já vi; - verdadeiramente concebidos para um rei. Quando eu observava as fontes elaboradas, arbustos e caminhos magníficos, tentei visualizar ocasiões alegres em que os reis, rainhas, nobres e damas se deleitaram ali. Quando entrámos no palácio testemunhámos um esplendor que supera todas as descrições. Os tectos de muitos quartos estavam revestidos de ouro; as paredes estavam cobertas de esplêndida tapeçaria; tesouros de arte raros estavam pendurados nas paredes. Fiquei esmagado de pasmo ao testemunhar estes imponentes cenários de refulgência e magnificência. No seu presente estado como museu, ele ainda tem marcas indeléveis do faustoso Rei do Sol. Na Salle de Glass, Sala dos Espelhos, onde o histórico Tratado de Versalhes foi assinado pelas Forças Aliadas da I Guerra Mundial, vimos a mesa onde os influentes diplomatas assinaram os quarenta e nove artigos para endireitar o mal e trazer um milénio de paz ao mundo. Quando me sentei na cadeira em que Woodrow Wilson se sentou, os esforços do homem para trazer a paz permanente pareceram-me ridículos; pois a iminente condenação dos séculos ainda assombra a sociedade moderna.
Uma rainha em mármore
Entre a mobília de um dos quartos havia um espantoso busto de Maria Antonieta (Marie Antoinette), a bela rainha de Luis XIV. O nosso guia passou diante dela e pediu que uma observação especial fosse prestada ao soberbo busto de mármore branco, que era uma obra-prima da escultura Francesa. Quando ele nos conduziu para um dos lados da sala a fim de o observarmos, a face da rainha revelava-se severa e austera. Depois ele dirigiu-nos para um outro ângulo na sala, e para nossa estupefacção havia uma notável alteração na expressão do busto; - agora o semblante da rainha revelava um agradável sorriso, revelando charme real.
Este curioso paradoxo interessou-me tanto que cruzei de novo a sala para considerar a expressão rígida e voltei para observar a face terna e bondosa. Era verdade – as duas visualizações apresentavam duas expressões faciais diferentes!
Ao retomarmos a nossa visita ao palácio, senti que tinha aprendido uma valiosa lição em relação ao meu semelhante: se um aspecto da sua natureza não é senão negativo e irritante, não devo rebaixá-lo entre os meus amigos mas antes olhar para o lado positivo da sua personalidade. Toda a gente seria muito mais feliz se cada um de nós olhasse para o lado risonho dos outros. Há um lado risonho em todas as pessoas – olhe para ele.
Lester F. Sumrall



