Prefiro ser cego
O Sr. Willard era um Índio do Alasca – membro da forte tribo Thlinket. Ele era um Cristão devoto e, durante bastantes anos, ministro da Missão Presbiteriana. Os Índios e os brancos de Juneau disseram-me que ele foi um pioneiro corajoso que sofreu briosamente pelo Evangelho de Cristo nas aldeias Índias primitivas do Alasca. Na parte final da sua vida ele ficou cego, e alguns pensavam que isso poria termo à sua carreira de pregação. Contudo, apesar de limitado como ficou, o ministério da Sua Palavra prosseguiu. A sua paciente esposa guiava-o para as reuniões e a memória servia-o bem para levar as verdades frescas da Palavra de Deus aos Índios. Um dia, quando o pastor cego estava a derrubar uma árvore para manter a sua congregação aquecida, esta partiu-se inesperadamente e caiu sobre ele. A sua fiel esposa arrastou-o até casa já cadáver - um pioneiro partira; um discípulo descansava.
Consagração profunda
Antes da sua morte um amigo aproximou-se do Sr. Willard e perguntou-lhe se ele cria que Cristo podia restaurar a sua vista. O pregador respondeu afirmativamente. O seu inquiridor perguntou-lhe então porque é que ele não orava para que a sua vista fosse restaurada. O humilde pregador sorriu e disse, “Porquê? Porque o Senhor me abençoou com a cegueira.” Porque é que eu havia de orar pela maldição da vista? Eu não quero ver mais o pecado; basta-me ouvir o pecado à minha volta; não quero olhar de novo para ele. Prefiro ser cego!”
Aproxima-se um dia glorioso em que todos os Cristãos não somente serão salvos do pecado, mas serão salvos da presença do pecado. Não teremos de contemplar o naufrágio humano nas sarjetas da iniquidade. Por toda a eternidade nunca ouviremos o santo nome de Deus blasfemado; nunca veremos vidas corrompidas, devastadas pelo pecado. Será tempo de felicidade!



