Uma Índia e o seu bebé
Há uma Índia na América do Sul, que, como muitas da sua raça, vive numa pequena choça suja feita de tijolos de barro. O chão da sua casa é de terra e o seu fogão é feito de barro cozido. As galinhas, cães e porcos andam pela habitação. A Índia é muito pobre e tem de trabalhar arduamente para ganhar para as necessidades básicas da vida. Um dia aconteceu que esta Índia primitiva entrou num pequeno espaço onde um missionário meu amigo estava a conduzir reuniões evangelísticas. Ela olhou para o estrangeiro e notou que ele tinha aspecto de ser bom e falava para os Índios de modo amigável. Ela sentou-se e escutou enquanto o missionário falava do amor de Cristo por todos os povos; a seguir ela ouviu a congregação cantar o amor de Cristo pela humanidade. Esta pobre Índia angustiada ficou profundamente interessada.
Às suas costas, envolto num longo pano, ela carregava o seu filho mais novo. Ele estava na idade de desmame e dali em diante necessitaria de mais comida. Uma vez que a altitude era elevada e o tempo frio, vestuário quente seria essencial. Isto significaria mais dificuldades para a mãe.
Entregando o bebé
Após o culto a Índia aproximou-se do missionário e perguntou-lhe com uma voz tímida, “Tomaria o meu bebé e criá-lo-ia, se eu prometer não voltar para o pedir?”
Surpreendido por esta estranha desejar abrir mão do seu pequeno bebé, o missionário perguntou-lhe, “Porquê? Não ama o seu bebé? Vejo que ele é bonito e respira saúde. Porque é que o deseja dar-mo a mim?”
Com o seu olhar fixo no chão a Índia respondeu, “Sim, eu amo muito o meu bebé; eu sei que ele é bonito e saudável, mas não tenho dinheiro. A prova do meu amor por ele é o facto de eu querer dá-lo a si, pois você cuidará dele e dar-lhe-á a comida e vestuário que eu não posso comprar.
Quando o missionário contou esta história comovente, eu vi uma vez mais a devoção notável, cega do amor de mãe. A Índia amava tão apaixonadamente que ir-se-ia separar do objecto desse amor para lhe proporcionar conforto e felicidade!
Ao reflectir sobre os valores espirituais, concluí, “Quão maravilhoso seria se os pais dessem os seus filhos a Cristo, do mesmo modo que Ana deu Samuel a Deus, tendo consciência que eles não podem nutri-los e vesti-los espiritualmente! Isto, como aconteceu com a Índia, demonstraria um verdadeiro e forte amor pelo seu bem-estar espiritual ao longo de toda a vida.
Traga o seu filho a Cristo hoje!



