Liberdade, não licenciosidade

crstam.jpg     O facto de nos ser dada, em Cristo, perfeita liberdade, isso não significa que despendamos as nossas vidas a gratificar os nossos próprios desejos carnais. É exactamente o contrário. Os crentes têm sido libertos da escravidão da infância e recebido a liberdade de filhos adultos em Cristo (Gál. 3:24; 4:1-7), e este avanço da infância para a maturidade implica em si a aquisição de um sentido de responsabilidade

     A doutrina da nossa liberdade em Cristo não suporta, pelo contrário refuta, a falsa teoria de que aqueles que estão sob a graça podem fazer tudo os que lhes agrade. Paulo foi “blasfemado [ou, caluniado]” nesta relação (Rom. 3:8), mas na altura havia crentes carnais como há agora, que realmente usam a sua liberdade de modo desregrado ou licencioso a fim de gratificarem os seus próprios desejos. Passar da liberdade para a licenciosidade deste modo é totalmente um erro tão sério como passar da liberdade para a lei.

     Muitos crentes, motivados apenas pelos seus próprios desejos carnais e não de modo algum por amor a Cristo ou aos outros, têm cedido aos prazeres da carne e do mundo, justificando-se com base no facto de estarem sob a graça e terem liberdade em Cristo. Arrastando outros com eles no seu declínio espiritual queixam-se de qualquer um que os queira ajudar, dizendo que “Estão a tentar pôr-nos debaixo da lei.”

     Os tais são realmente culpados de se desviarem da graça, pois “...a graça de Deus se há manifestado ...”

     “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente.

     “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo;

     “O Qual Se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para Si um povo Seu especial, zeloso de boas obras” (Tito 2:11-14). 

 Cornelius R. Stam
in Two Minutes With The Bible

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