Deus não está com pressa (VIII)
Capítulo 8
Acostumando-nos às nossas bênçãos
Assim como cada fase do crescimento físico tem os seus próprios perigos e problemas peculiares, as diferentes fases do crescimento espiritual apresentam riscos e desafios. O Cristão mais novo é zeloso pelo Senhor mas pode faltar-lhe conhecimento espiritual. O crente mais velho tem grande dose de conhecimento, mas o seu zelo pode ter esfriado.
Há muito que tenho sentido que uma das tentações particulares do Cristão maduro é o perigo de se acostumar às suas bênçãos. Como o que viaja pelo mundo tem estado em toda a parte e visto tudo, o Cristão maduro está em perigo de ter as suas bênçãos como um dado adquirido e acostumar-se tanto a elas que elas deixem de o entusiasmar como o faziam antes.
Se as estrelas se tornassem visíveis apenas uma vez por ano, toda a gente ficaria de pé toda a noite para as contemplar! Nós temos visto as estrelas tantas vezes que não fazemos qualquer esforço para olharmos mais para elas. Acostumamo-nos às nossas bênçãos.
Os Israelitas no deserto acostumaram-se às suas bênçãos, e Deus teve de castigar o Seu povo (ver Números 11). Deus alimentou a nação com maná celestial todas as manhãs, e no entanto o Seu povo cansou-se dele. “Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos” (v. 6).
Nada a não ser Maná! Eles estavam a experimentar um milagre da provisão de Deus todas as manhãs; no entanto não estavam mais entusiasmados com o facto. Nada senão maná!
Uma das evidências de que nos acostumámos às nossas bênçãos é o espírito crítico e o queixume. Em vez de agradecermos a Deus pelo que temos, queixamo-nos disso e dizemos-Lhe que desejávamos ter mais. Você pode estar certo de que se Deus nos desse aquilo que pedimos, acabaríamos por nos queixar disso! A pessoa que se tem acostumado às suas bênçãos nunca consegue estar satisfeita.
Uma outra evidência deste mal é a ideia de que os outros têm uma melhor situação do que nós. Os Israelitas lembravam-se do seu regime alimentar no Egipto e desejavam voltar aos pepinos, melões, porros, cebolas e alhos. Eles diziam, “O povo no Egipto está bem melhor do que nós!” Obviamente, tinham-se esquecido da escravatura que tinham padecido no Egipto e da terrível escravidão de que Deus os tinha livrado. A escravatura é um elevado preço a pagar por uma mudança de regime alimentar!
Quando eu estava no pastorado, tive a minha cota parte de críticas por parte de membros da igreja. Eu sempre dei ouvidos a críticas honestas, sinceras e tentei beneficiar delas, mas prestei pouca atenção aos “resmungos do deserto” por parte de santos descontentes que se tinham acostumado às suas bênçãos. De facto, por vezes eu até sugeria que eles orassem sobre a possibilidade de assistirem noutra igreja durante um tempo, exactamente para verem se as suas críticas eram válidas. Normalmente regressavam com o humor purificado.
Nas nossas famílias, os nossos filhos passam por esta fase de resmunguice, normalmente no início da adolescência. A palavra-chave deles é “cansado” – estão cansados da velha casa, cansados do velho carro, cansados da mesma velha comida, cansados da mesma velha igreja, etc. Cada um dos seus amigos possui uma casa ou carro melhor, uma melhor igreja e desfrutam de melhor comida. É claro que os pais ficam magoados com este tipo de conversa, mas amam de qualquer modo os filhos e esperam pacientemente que eles cresçam.
Cada igreja local tem a sua dose de membros que tem comichão nos ouvidos e que corre para aqui e ali em busca de algo novo. Depois regressam à igreja para contrastar o seu pastor com algum pregador que têm ouvido, o coro com algum grupo de canto profissional e o ministério de jovens com o programa que os outros jovens tiveram numa conferência de Verão. Em vez de serem gratos a Deus pelo que têm, queixam-se daquilo que não possuem.
Eu creio que Deus se condói quando nos acostumamos às nossas bênçãos e começamos com queixumes e críticas. O registo em Números 11 diz-nos que até Moisés ficou desencorajado e quis morrer! Interrogo-me sobre quantos pastores, professores de Escola Dominical e membros de coro têm resignado por causa do constante queixume de crentes que se têm acostumado às suas bênçãos. Deus castigou os israelitas por causa dos seus queixumes. Ele deu-lhes a carne que eles suplicaram, mas esta carne trouxe morte. Eles teriam ficado mais bem servidos se se tivessem decidido pelo maná! “E Ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar as suas almas” (Sal. 106:15).
A única cura para o pecado de se ficar acostumado às nossas bênçãos é esta: Dar constantemente graças a Deus por tudo o que Ele dá e faz. Um coração grato, vencido pelo portento da graça e bondade de Deus, nunca tomará as bênçãos como um dado adquirido. Da mesma forma que um bebé está constantemente cheio de admiração com o que a vida lhe traz, o crente maduro deve-se maravilhar dos dons e provisões da graça de Deus. Porque é que Deus nos havia de abençoar? Quem somos nós para que Deus cuide de nós?
Em última análise, é o orgulho que nos torna acostumados às nossas bênçãos. Esquecemo-nos que fomos salvos pela graça, não por nosso próprio mérito, e que é pelas misericórdias do Senhor que nós não somos consumidos. O orgulho conduz ao queixume e à crítica, e o orgulho conduz à queda.
Previna-se para não se acostumar às suas bênçãos.
Se as estrelas se tornassem visíveis apenas uma vez por ano, toda a gente ficaria de pé toda a noite para as contemplar! Nós temos visto as estrelas tantas vezes que não fazemos qualquer esforço para olharmos mais para elas. Acostumamo-nos às nossas bênçãos.
Os Israelitas no deserto acostumaram-se às suas bênçãos, e Deus teve de castigar o Seu povo (ver Números 11). Deus alimentou a nação com maná celestial todas as manhãs, e no entanto o Seu povo cansou-se dele. “Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos” (v. 6).
Nada a não ser Maná! Eles estavam a experimentar um milagre da provisão de Deus todas as manhãs; no entanto não estavam mais entusiasmados com o facto. Nada senão maná!
Uma das evidências de que nos acostumámos às nossas bênçãos é o espírito crítico e o queixume. Em vez de agradecermos a Deus pelo que temos, queixamo-nos disso e dizemos-Lhe que desejávamos ter mais. Você pode estar certo de que se Deus nos desse aquilo que pedimos, acabaríamos por nos queixar disso! A pessoa que se tem acostumado às suas bênçãos nunca consegue estar satisfeita.
Uma outra evidência deste mal é a ideia de que os outros têm uma melhor situação do que nós. Os Israelitas lembravam-se do seu regime alimentar no Egipto e desejavam voltar aos pepinos, melões, porros, cebolas e alhos. Eles diziam, “O povo no Egipto está bem melhor do que nós!” Obviamente, tinham-se esquecido da escravatura que tinham padecido no Egipto e da terrível escravidão de que Deus os tinha livrado. A escravatura é um elevado preço a pagar por uma mudança de regime alimentar!
Quando eu estava no pastorado, tive a minha cota parte de críticas por parte de membros da igreja. Eu sempre dei ouvidos a críticas honestas, sinceras e tentei beneficiar delas, mas prestei pouca atenção aos “resmungos do deserto” por parte de santos descontentes que se tinham acostumado às suas bênçãos. De facto, por vezes eu até sugeria que eles orassem sobre a possibilidade de assistirem noutra igreja durante um tempo, exactamente para verem se as suas críticas eram válidas. Normalmente regressavam com o humor purificado.
Nas nossas famílias, os nossos filhos passam por esta fase de resmunguice, normalmente no início da adolescência. A palavra-chave deles é “cansado” – estão cansados da velha casa, cansados do velho carro, cansados da mesma velha comida, cansados da mesma velha igreja, etc. Cada um dos seus amigos possui uma casa ou carro melhor, uma melhor igreja e desfrutam de melhor comida. É claro que os pais ficam magoados com este tipo de conversa, mas amam de qualquer modo os filhos e esperam pacientemente que eles cresçam.
Cada igreja local tem a sua dose de membros que tem comichão nos ouvidos e que corre para aqui e ali em busca de algo novo. Depois regressam à igreja para contrastar o seu pastor com algum pregador que têm ouvido, o coro com algum grupo de canto profissional e o ministério de jovens com o programa que os outros jovens tiveram numa conferência de Verão. Em vez de serem gratos a Deus pelo que têm, queixam-se daquilo que não possuem.
Eu creio que Deus se condói quando nos acostumamos às nossas bênçãos e começamos com queixumes e críticas. O registo em Números 11 diz-nos que até Moisés ficou desencorajado e quis morrer! Interrogo-me sobre quantos pastores, professores de Escola Dominical e membros de coro têm resignado por causa do constante queixume de crentes que se têm acostumado às suas bênçãos. Deus castigou os israelitas por causa dos seus queixumes. Ele deu-lhes a carne que eles suplicaram, mas esta carne trouxe morte. Eles teriam ficado mais bem servidos se se tivessem decidido pelo maná! “E Ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar as suas almas” (Sal. 106:15).
A única cura para o pecado de se ficar acostumado às nossas bênçãos é esta: Dar constantemente graças a Deus por tudo o que Ele dá e faz. Um coração grato, vencido pelo portento da graça e bondade de Deus, nunca tomará as bênçãos como um dado adquirido. Da mesma forma que um bebé está constantemente cheio de admiração com o que a vida lhe traz, o crente maduro deve-se maravilhar dos dons e provisões da graça de Deus. Porque é que Deus nos havia de abençoar? Quem somos nós para que Deus cuide de nós?
Em última análise, é o orgulho que nos torna acostumados às nossas bênçãos. Esquecemo-nos que fomos salvos pela graça, não por nosso próprio mérito, e que é pelas misericórdias do Senhor que nós não somos consumidos. O orgulho conduz ao queixume e à crítica, e o orgulho conduz à queda.
Previna-se para não se acostumar às suas bênçãos.
Warren W. Wiersbe



