A Hora Tranquila (II de III)
III. A Observância da Hora Tranquila Cada crente deve determinar por si mesmo quantos minutos dedicará a esta hora tranquila. Suponhamos que escolhe 15 minutos. Bem pode ser mais, mas certamente não deve ser menos que isto. Portanto, tomaremos o mínimo irredutível de 15 minutos como base para as nossas sugestões quanto ao melhor uso de um propósito tríplice: primeiro, leitura da Bíblia; segundo, meditação do que foi lido; e, terceiro, adoração, louvor e oração. Será bom dedicar cinco minutos a cada um destes propósitos.
1. Os primeiros cinco minutos devem ser ocupados coma a leitura da Palavra de Deus. O capítulo médio da Bíblia pode ser facilmente lido dentro deste tempo. É melhor seguir um curso definido de leitura, que o levará consecutivamente através da Bíblia. Um bom plano seria tomar um capítulo do Novo Testamento cada manhã, e um capítulo do Velho Testamento cada noite.
Este capítulo deve ser lido reverente e reflectidamente, e não à pressa. Lembre-se: é a Palavra de Deus divinamente inspirada, que "é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça" (II Tm 3:16). É melhor lê-la audível porém calmamente, de forma a não perturbar ninguém. Isto provará ser um grande subsídio para a concentração, e impedirá que a mente vagueie durante a leitura.
Visto que pela leitura da Bíblia a voz de Deus é ouvida pela alma, será bom pedir iluminação espiritual a Deus, quando tomar o livro sagrado nas suas mãos. A oração de David é boa: "Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da Tua lei" (Sl 119:18). Desta forma, dependendo simplesmente da orientação e ensino do Espírito Santo, a Palavra de Deus é lida cuidadosamente (Jo 16:13-15).
2. Os segundos cinco minutos devem ser ocupados com meditação, ou em pensar no que se leu. Esta meditação não é fácil mas pode ser desenvolvida pela prática. A meditação é para a leitura o que a digestão é para o acto de comer. Da mesma forma que a digestão transforma o que comemos em sangue, músculos, ossos, para ser expresso em energia e crescimento, assim também a meditação transforma o que lemos em sangue, músculos e ossos espirituais, que se expressam numa vida vivida para a glória de Deus, capacitando-nos a "crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (II Pe 3:18). Certamente que não negaremos à Palavra de Deus a consideração que damos a outros livros.
(Continua)
Alfred P. Gibbs
Alfred P. Gibbs



