Fé na Pessoa certa
A fé de Abraão em Deus era forte. Quando Deus o chamou para abandonar a sua família, amigos e país, ele obedeceu “e saiu, sem saber para onde ia.” Quando Deus prometeu multiplicar a sua semente como as estrelas do céu, ele creu, apesar de não ter filhos. Quando na sua velhice Deus lhe prometeu que ele ainda teria um filho quando Sara tinha noventa anos, ele creu mesmo apesar de ter estado muito tempo à espera, aparentemente em vão. Quando Deus prometeu dar à sua semente a terra em que ele tinha peregrinado, ele creu, apesar da razão apontar em sentido contrário. Quando Deus lhe pediu para oferecer em sacrifício o filho que lhe nasceu na velhice, o filho de quem dependiam todas as promessas, ele obedeceu, concluindo que deveria ser plano de Deus ressuscitá-lo dos mortos!
Porém não foi a força da fé de Abraão que o salvou; foi o facto do objecto da sua fé estar em Deus (Ver de novo Gén. 15:6). Ele tinha colocado a sua fé na Pessoa certa. A sua fé tornou-se “forte” tão-somente porque em primeiro lugar ele tinha ouvido e crido em Deus.
“Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça,” e assim “àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça” (Rom. 4:3,5).
O crente mais simples, mais humilde, que mesmo debilmente confia em Deus e na Sua Palavra, é “justificado gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rom. 3:24).
Cornelius R. Stam
in Two Minutes With The Bible



