O dia da comichão nos ouvidos
Para a Igreja professa os dias da controvérsia teológica passaram. O ecumenismo é agora a palavra de ordem na língua de toda a gente. Parece que os líderes da Igreja se tornaram convencidos de que a sufocante confusão na Igreja só pode ser vencida se todos se unirem, minimizando as diferenças e enfatizando as doutrinas que todos concordam. Como resultado, algumas das doutrinas mais importantes das Escrituras não são nem negadas nem afirmadas; são ignoradas. Mas isso pouco importa, pois o objectivo agora não é ser-se fiel à Palavra de Deus escrita, mas garantir que a Igreja seja “forte” e imponha o respeito do mundo.
O ecumenismo, é triste dizer, também tem conseguido incursões significativas no meio dos crentes evangélicos. Muito poucos homens de Deus se têm erguido para defender, pelas Escrituras, as verdades que crêem e proclamam. O debate teológico tem dado lugar ao diálogo, em que dois indivíduos ou grupos se sentam para discutirem as suas diferenças e ver se há alguma base para acordo. Isto parece generoso e objectivo mas muitas vezes as convicções ficam comprometidas e a verdade diluída, com tais abordagens, resultando isso no sacrifício do poder do Espírito por causa da força dos números. Nenhum homem de Deus pode falar no poder do Espírito quando coloca algo à frente da Palavra e da vontade de Deus. A Igreja nunca pode ser verdadeiramente unida e forte a menos que ela coloque a Palavra e a vontade de Deus em primeiro lugar e ocupe o seu lugar no mundo como embaixada de Cristo em território estrangeiro (Ver 2 Cor. 5:20).
Cornelius R. Stam
in Two Minutes With The Bible