O Cristão pode ser político? (VIII)
Esclarecimento:
A meditação seguinte, "O Crente e a Política", parte do livro de meditações One Day at a Time (Um dia de Cada Vez), foi traduzida e publicada em 2010 e republicada no dia 13 de Julho de 2012, neste portal da Igreja em Quinta do Conde, à semelhança das demais meditações desta obra escritas pelo grande homem de Deus, William MacDonanld, seu autor. Aquando da sua publicação tivemos o cuidado de acrescentar a Nota que consta no fim desta página. Porque, como então escrevemos, há "sobre esta matéria ... entendimentos diferentes entre Cristãos", as Escrituras recomendam-nos que sobre este assunto, como sobre qualquer outro assunto, procedamos como os nobres Bereanos, "examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (Atos 17:11). Publicamos, portanto, aqui pela terceira vez esta meditação para que o estudioso das Escrituras analise à luz das mesmas esta questão que tem suscitado a curiosidade de muitos que procuram saber o que Deus diz, de facto, acerca desta matéria. Neste contexto, sugerimos que se leia "O Cristão pode ser político? VIII - O Crente e a política", juntamente com "O Cristão pode ser político? I-VII", à luz da Palavra da verdade aberta e bem manejada, para se chegar a um bom entendimento.
- C.M.O.

O crente e a política
“O Meu reino não é deste mundo: se o Meu reino fosse deste mundo, pelejariam os Meus servos …” (João 18:36).
O facto do Reino de Cristo não ser deste mundo é o suficiente para me manter fora da política do mundo. Se eu participar na política, então estou a dar um voto de confiança à capacidade do sistema para resolver os problemas do mundo. Mas, francamente, não tenho essa confiança porque sei que "todo o mundo está no maligno" (1 João 5:19).
A política tem provado ser extremamente ineficaz na resolução dos problemas da sociedade. Os remédios políticos não são mais do que um mero adesivo numa ferida infectada - não resolvem a origem da infecção. Sabemos que o problema básico na nossa sociedade doente é o pecado. Tudo o que não consiga tratar o pecado não pode ser levado a sério como remédio.
Trata-se, então, de uma questão de prioridades. Devo envolver-me na política ou devo dedicar esse mesmo tempo à propagação do Evangelho? Jesus respondeu à pergunta, quando disse: "Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus" (Lucas 9:60). A nossa prioridade deve ser a de tornar Cristo conhecido, porque Ele é a resposta para os problemas deste mundo.
“… as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas” (2 Cor. 10:4). Sendo assim, chegamos à conclusão audaz de que podemos moldar a história nacional e internacional por meio da oração, da renúncia e da Palavra de Deus, mais do que poderíamos fazer através das urnas.
Uma figura pública disse certa vez que a política é corrupta por natureza. Ele acrescentou esta palavra de advertência: "A Igreja não deve esquecer a sua verdadeira função, ao tentar participar numa área de relações humanas em que é obrigada a ser uma pobre competidora ... Perderá a sua pureza de propósito, ao participar".
O programa de Deus para esta dispensação é chamar dentre as nações um povo para o Seu nome (ver Actos 15:14). Em vez de tornar as pessoas confortáveis num mundo corrupto, Ele está empenhado em salvar as pessoas resgatando-as dele. Eu devo estar empenhado em trabalhar com Deus nesta emancipação gloriosa.
Quando as pessoas perguntaram a Jesus como executar as obras de Deus, Ele respondeu que a obra de Deus é crer n’Ele, a Quem Deus enviara (cf. João 6:28,29). Esta é, então, a nossa missão - conduzir os homens à fé, não às urnas.



