A utopia do Cyber-Cristão

Cyber Ajuda     Inquieto no meu banco na igreja, eu esforçava-me por ir aos cultos todas as semanas. A minha dessincronização no louvor musical só alimentava o meu descontentamento. Tentava ouvir cuidadosamente os sermões, tomava algumas notas, mas não as estudava posteriormente. A igreja não estava mais a funcionar para mim. Os meus filhos entretanto tinham crescido, por isso eu deixei de ter de ir por causa deles. Tornei-me num Cristão pós-parental. Os pastores provavelmente tremem quando pessoas como eu, que poderiam oferecer muito mais, simplesmente pegam na sua Bíblia e saem porta fora da igreja.

     Às pessoas sem-igreja, como eu, a minha avó chamava de pagãs. Eu não era realmente um pagão, eu havia-me tornado num Cyber-Cristão. Porque se há-de ir à igreja quando se pode visitar uma virtualmente? Escolhi alguns pastores famosos e fielmente escutei-os sem o incómodo das multidões das mega-igrejas. Doações on-line fáceis, sem almoçaradas eclesiásticas, nem tarefas com prazos limitados como as de professor de escola dominical. O melhor de todos os mundos.

     Seria mesmo? Após dois anos de Cyberigreja, eu senti-me desligado da minha comunidade. Jesus disse para amar o meu próximo como a mim mesmo. Os meus cyberamigos não eram próximos e eu não poderia realmente ajudá-los, apesar das minhas palavras de encorajamento tecladas. O meu Cyber-Cristianismo não tinha uma tomada para amor e assistência ao nível de rua. Claro, eu podia doar para causas globais, mas o que podia fazer pela mãe doente a precisar de ajuda em relação aos seus filhos? Ou o pai desempregado a tentar manter a sua família na sua casa?

     Eu precisava de me ligar de novo, localmente. Eu arregacei as mangas e voltei para a igreja, não para sincronização musical, mas para atuar. Cada comunidade tem pessoas feridas e eu estou no departamento de recursos humanos de Deus.

     A igreja não é um lugar perfeito, porque entram nela pessoas como eu. Eu trago a minha Bíblia, mas também trago o meu egoísmo. Sim, eu ainda sou uma obra em progresso. A maturidade espiritual não é automática. Eu posso envelhecer com bastante facilidade, mas só crescerei em sabedoria se investir o meu tempo com Deus. E isso também significa ir à igreja, uma igreja real que ajuda pessoas com necessidades reais. Deus sabe que um dia eu posso precisar de ajuda e foi para isso que a igreja foi projetada.

     A frequência à Igreja tem vindo a diminuir, em parte por causa de pessoas como eu, que achavam que não precisavam dela. Mas Deus sabe que precisamos.

     Os Cristãos Cibernéticos podem ser uma influência no seu mundo virtual, mas a vida acontece em hospitais, escolas, casas, esquinas, e em todos os lugares que se encontram pessoas reais. Encontrar alguém em necessidade é uma oportunidade dada por Deus para se ser como Jesus. E eu descobri que isso cura, realmente depressa, o síndroma dos bancos ansiosos.

 

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