Que farias tu neste caso?

Há crentes que às vezes perguntam se parecerá ou não mal fazer isto ou aquilo, ir aqui ou acolá. Por exemplo, se não lhes fará mal frequentarem determinados divertimentos.
Mas para aqueles que verdadeiramente pertencem a Cristo, não se trata de uma mera questão de aparências. O ponto a considerar é o da compatibilidade ou incompatibilidade com a afeição e lealdade que devemos Àquele que foi rejeitado e crucificado neste mundo e por este mundo.
Supõe tu que uma pessoa a quem muito amavas havia sido desprezada, maltratada e por fim barbaramente assassinada pelos habitantes de qualquer remota cidade. Passados uns anos precisavas de ir em negócios visitar a dita cidade e demorar-te ali dois ou três dias. Imagina que alguém no hotel te convidava uma noite para saíres a fim de participares numa diversão na cidade. Que farias tu nesse caso? Irias ou não irias?
Não se tratava aqui de considerar se seria bom ou mau tal divertimento, mas havias de instintivamente sentir que não podias de maneira nenhuma passar a noite divertindo-te na companhia do povo do lugar onde o teu bem amado amigo havia sofrido tão horrivelmente e sido tão barbaramente assassinado. O facto da sua morte e das tristes circunstâncias em que o crime se dera, havia, sem dúvida, de se conservar bem vivo na tua memória, e daí a grande diferença entre os teus gostos e os gostos do povo daquela malvada cidade.
Pois é isto o que de facto tem acontecido. Este mundo é o lugar em que o nosso bem amado Senhor foi rejeitado, cuspido, escarnecido e por fim crucificado, numa cruz de ignomínia. Para os que verdadeiramente O amam basta este solene facto para resolver todas as dúvidas quanto aos divertimentos retintamente mundanos.
Que o Senhor pois nos ajude a dizer de coração com o apóstolo Paulo:
"Longe esteja de mim gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por Quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gál. 6:14).



