Aplauso
“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” – Colossenses 3:17.
Parece haver uma tendência crescente na Cristandade para as congregações aplaudirem fisicamente aqueles que ministram as coisas do Senhor. Pastores são aplaudidos quando se revelam eloquentes ou dizem algo humorístico. Além disso, após os solistas erguerem os corações dos santos aos lugares celestiais, estes são muitas vezes ovacionados com uma salva de palmas quando descem da plataforma. Tendo sido pastor em várias assembleias locais, eu tenho-me levantado do meu lugar, mais do que uma ocasião, para interromper os aplausos dos santos. Apesar de ter a certeza dos aplausos serem bem-intencionados, estes são, todavia, muito irreverentes e desrespeitosos para com o Senhor.
Quando o mundo dá uma ovação de pé após a atuação de um ator ou comediante eles expressam o seu apreço por terem sido entretidos agradavelmente. Eles também elogiam o ator pela sua excelência numa arte que foi cultivada ao longo de anos de trabalho árduo.
Quando o servo do Senhor vai para a plataforma, ministrar para nosso benefício, o objetivo do seu trabalho de amor não é para entreter a congregação. Deve ser visto antes como um ministério, que é uma parte integrante da nossa adoração ao Santo do Céu. Quem servir ao Senhor, sinceramente, nunca quererá o aplauso dos homens, mas insistirá que toda a honra e glória devem ser dadas a Deus. Que toda a nossa adoração vá para Aquele que é digno de ser adorado, pois Ele deu-nos a Sua Palavra e a oportunidade de, juntamente com os dons, ministrarmos em Seu nome. Amém!
Crisóstomo sobre o aplauso
345-407 A.D.
"... Alguns ovacionaram com palmas, de acordo com o costume da época. Então Crisóstomo ergueu a voz: 'Como é que o vosso aplauso me ajuda?' Será a aprovação correta se, na vida, praticardes o que vos digo. A igreja não é um teatro, onde os homens escutam para seu próprio prazer. " (From the Life of Chrysostom [Da Vida de Crisóstomo], por Frederic Perthes, P. 18).
- Paul M. Sadler



