O Cristão pode ser político? (IV)

Carlos M. Oliveira

     “… a nossa cidade [ou, pátria, ou política] está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).

     Alguns entendem que uma vez que lemos aqui que a nossa política está nos céus, não faz sentido envolvermo-nos na política deste mundo. Já vimos nos artigos anteriores que não. Neste artigo iremos ver um pouco mais.

     Devemos ter cuidado em não assumir posições imponderadas, ou correremos o risco de errar e nos contradizermos.

     Por exemplo, nós lemos nas Escrituras que “TEMOS de Deus um edifício, UMA CASA não feita por mãos, eterna, NOS CÉUS” (2 Coríntios 5:1). Isso quer dizer que agora, como resultado disso, é-nos proibido ter uma casa aqui na Terra?

     Nós lemos na Palavra de Deus que temos os nossos “nomes … no livro da vida” (Filipenses 4:3). Tal quererá dizer que agora já não podemos ter os nossos nomes escritos em livros aqui da Terra?

     Nós lemos na Palavra de Deus que agora somos novas criaturas (2 Coríntios 5:17). Isto quer dizer que a nova identidade que temos em Cristo anula a identidade que tínhamos, devendo-nos desfazer da identidade que o registo civil anota?

     Nós lemos nas Escrituras que agora que somos crentes somos “da família de Deus” (Efésios 2:19). Quererá isso dizer que neste novo contexto deveremos renegar a nossa família humana?

     As respostas a estas questões são todas, claramente, um rotundo NÃO.

     Então, porque razão havemos de renunciar à política na Terra, só porque a nossa política está nos céus? Não tenhamos dois pesos e duas medidas. Nós ainda estamos neste mundo e continuamos a ter nele muitas responsabilidades.

     Mas leiamos com muita atenção Filipenses 3:20 a fim de interpretarmos corretamente o que ali está escrito:

     “… a nossa cidade [ou, pátria, ou política] está nos céus, donde TAMBÉM esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3:20).

     A palavra “TAMBÉM” é a chave da compreensão desta passagem a este respeito. Notemos:

     O que diz o texto? Diz que “esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”, que ainda não veio, certo? A palavra “TAMBÉM” mostra que esperamos igualmente a nossa cidade ou política. Isso quer dizer que “a nossa cidade [ou pátria, ou política] também não veio ainda – temos que a aguardar, como ao Senhor.

     O Senhor Jesus Cristo, mesmo quando estava na Terra, reconheceu e sancionou os poderes políticos instituídos. Por exemplo, o Senhor Jesus disse:

     “… O Meu reino não é deste mundo: se o Meu reino fosse deste mundo, pelejariam os Meus servos …” (João 18:36).

     O Senhor Jesus Cristo faz aqui uma diferença entre o Seu reino, cuja origem é celestial, embora na Terra, – “o reino dos céus” – e os reinos deste mundo. Ele diz que no Seu reino não há lugar para beligerantes, combatentes, combates, guerras, mas relativamente aos reinos deste mundo Ele sanciona implicitamente a existência de militares e armamento bélico - “… se o Meu reino fosse deste mundo, pelejariam os Meus servos”.

     Até o militarismo o Senhor sanciona!

     “Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20:25).

- C.M.O.

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