Os perigos do pastor

Pastor

por John Willson

     Deus deu uma posição importante, responsável a todo o pastor dos crentes. De acordo com Efésios 4:11-12, o dom de pastor é um dos foram dados "... querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo". Devido a isto, é evidente que Satanás procurará dificultar ou destruir um ministério bem-sucedido de todas as formas que puder.

     Existem muitas áreas onde Satanás pode laçar ou armadilhar um pastor. Listamos algumas das mais óbvias usando o aliterativo "P": Popularidade, Prestígio, Pagamento, e Paixão.

POPULARIDADE

     A popularidade é geralmente adquirida pelo homem agradável, e isso é natural para a maioria de nós. Mas o desejo de agradar pode levar um pastor a evitar pregar algo que possa ofender, mesmo apesar de ser sã doutrina. É-lhe conveniente evitar questões controversas, especialmente se ele sabe que a congregação pode não aceitar o seu ensino. Paulo antecipou isto ao escrever a Timóteo. Ele advertiu, “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina" (II Tim. 4: 2).

     Paulo deu o exemplo quando ele reprovou os crentes Gálatas pelo seu desvio do Evangelho da Graça (Gálatas 1:6-9.). No versículo 10 da mesma passagem, Paulo diz, “Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo".

     À medida que continuamos ao longo do livro, encontramos muitas mais repreensões aos Gálatas, embora dadas com amor e longanimidade. Paulo foi tão severo com eles, que parecia que ele se havia tornado seu inimigo (Gal. 4:16), mas em cada capítulo, ele estava tão-somente a defender as doutrinas da graça que lhe tinham sido confiadas pelo Senhor Jesus. Paulo é, assim, um exemplo de alguém que não procurava a popularidade para agradar “aos homens” (Ef. 6: 6).


PRESTÍGIO

Quando uma pessoa recebe uma posição de liderança, o respeito e o encorajamento dos outros, muitas vezes conduz à adoração e louvor. Nós tendemos a dar indevida honra e adulação, concedendo títulos lisonjeiros tais como "reverendo" ou "doutor", tornando mais difícil a um pastor a tomada de consciência de que ele é chamado para ser meramente um ministro ou servo. Quanto mais dotado o pastor for com a capacidade de pregar, de escrever, ou de organizar, mais ele deve ser erguido em oração, para que ele não se exalte com orgulho. Paulo enfatizou que ele e Apolo não eram senão ministros (servos) por quem os Coríntios creram (I Cor. 3: 5). Depois, no versículo 7, ele acrescentou: "Pelo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento".

     Todos os homens de Deus ao longo das Escrituras revelaram mansidão e humildade na condução do povo de Deus. Note Números 12:3: "E era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra" Ao lermos os livros que Moisés escreveu, encontramo-lo a dar glória a Deus, assim como todos os profetas no Antigo Testamento. O Senhor Jesus, que era o Filho de Deus, disse: "... aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração …" (Mat. 11:29). Ao escrever a um pastor, Paulo disse “… segue … a mansidão" (I Tim. 6:11). A Tito (3: 2) ele escreve que o pastor deveria ser modesto e mostrar "... toda a mansidão para com todos os homens". Quando um pastor ou ministro considera versículos como estes, resistirá à tentação do orgulho ou de ter uma atitude de superioridade. Se ele for bem-sucedido no seu ministério, admitirá humildemente que foi tudo resultante da obra de Deus e da Sua graça.


PAGAMENTO OU SALÁRIO

     A Bíblia ensina que um pastor é geralmente sustentado pela congregação que ele serve (I Cor. 9:14). No entanto, nos nossos dias, vemos grandes congregações que dão grandes salários, além de benefícios, de tal modo que o pastor tem muitas vezes melhor remuneração do que o membro médio da sua congregação. A maioria dos pastores têm famílias para sustentar, casas para pagar, e muitas contas, de modo que eles temem perder o grande salário. Quando um pastor se torna dependente de um salário generoso, a Palavra de Deus deixa de ser pregada com verdadeira liberdade. O perigo é o pastor tornar-se muito tentado a evitar ofender alguém por "pregar todo o conselho de Deus" (Atos 20:27), ou erguer-se pelas verdades que ele conhece. Quando Paulo escreveu ao jovem pastor Timóteo em I Timóteo 6:10 sobre o amor ao dinheiro ser a raiz de todo mal, ele não só estava a advertir os crentes em geral, mas também estava a advertir Timóteo. Ele não queria que o amor ao dinheiro levasse Timóteo a tornar-se servo dos homens, em vez de servo de Cristo (Gl. 1:10).

     Não é sábio um pastor ser completamente dependente do sustento dado por uma igreja. Ter um ofício ou profissão ou ser capaz de "trabalhar com as mãos" (I Ts. 4:11) é um grande trunfo para a independência da sua pregação. Ele deve ser capaz de repreender, exortar, “com toda a longanimidade e doutrina", sabendo que pode sempre ter "... cuidado dos seus ..." (I Tim. 5: 8), mesmo que tenha que procurar outro lugar para servir. A solução de Paulo para isso foi ele pregar o Evangelho de forma gratuita e não pedir dinheiro. Em vez disso, muitas vezes ele trabalhou como fabricante de tendas para suprir as suas necessidades e as necessidades de outros. A respeito do amor ao dinheiro, ele aconselhou a Timóteo: "... ó homem de Deus, foge destas coisas ..." (I Tim. 6:11).


PAIXÃO

     Embora paixão possa ter muitos significados, estamos a referimo-nos ao tipo que leva à tentação de se cometer imoralidade sexual. Quantas vezes já ouvimos de um pastor se envolver com a secretária ou alguma outra mulher na igreja? Muitos pastores deixaram as suas esposas e filhos, cedendo às suas próprias paixões pecaminosas ou à tentação direta de Satanás. O resultado não é apenas um desastre para a sua família e igreja, mas também uma desonra para o seu Senhor.

     O conselho de Paulo a Timóteo foi "Foge também dos desejos da mocidade; e segue a justiça, a fé, a caridade, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor" (II Tim. 2:22). As tentações para a imoralidade estão sempre latentes, e o pastor, assim como todos nós devemos fortalecermo-nos no Senhor, “revestindo-nos de toda a armadura de Deus, para” podermos “estar firmes contra as astutas ciladas do diabo" (Ef. 6:10-11).

     Os pastores devem estar cientes destas armadilhas e aprender a evitá-las. Aqueles a quem ele serve devem sempre orar por ele, para que estas coisas não dificultem ou destruam o seu ministério. Ajude-o no seu trabalho, encoraje-o, faça-o saber que está a orar por ele, e lembre-se de agradecer-lhe de vez em quando.

Sermões e Estudos

Márcio Botas 14JUNI26
Descanso

Tema abordado por Márcio Botas em 14 de junho de 2026

Carlos Oliveira 12JUNI26
Condição sine qua non

Tema abordado por Carlos Oliveira em 12 de junho de 2026

Peter Cerqueira 07JUNI26
O Cinto da Verdade

Tema abordado por Peter Cerqueira em 07 de junho de 2026

Estudo Bíblico
1 Timóteo 3:4,5

Estudo realizado em 10 de junho de 2026

ver mais
  • Avenida da Liberdade 356 
    2975-192 QUINTA DO CONDE 





     
  • geral@iqc.pt 
  • Rede Móvel
    966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • HORÁRIO
    Clique aqui para ver horário