Será que o diabo também é evangélico?
Por que se fala tanto nele?Não faz tanto tempo, em algumas de minhas andanças, tentei falar de Cristo a um senhor interessado no Evangelho. A conversa estava boa, até que fui interrompido por uma pergunta abrupta: "O senhor pode explicar-me porque é que a minha mulher só fala no demónio"? Assustado, fiquei olhando para ele, que calmamente prosseguiu: "Eu quero saber mais sobre Deus, mas a minha mulher, que é evangélica, fala mais no diabo do que em Deus; para ela é tudo o demónio!" Nunca imaginei que fosse deparar-me com uma situação dessas. Foi, então, que comecei a pensar: "Será que o diabo é evangélico"? Parece que muitos evangélicos falam tanto sobre ele! Deve haver alguma explicação para isso. Diante de tão estranha questão, imaginei se o diabo seria aceito como membro de alguma igreja. Avaliando muitos textos bíblicos, vejam só o que descobri.
“E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro …” (João 20:11). Porque é que ela chorava? Porque o túmulo estava vazio! Que dores desnecessárias acontecem no velório da incredulidade!
Sem fazer-se anunciar, e quase despercebidamente, uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.


