Breve História do início de A Igreja em Quinta do Conde

Escrever sobre a história de uma Igreja não é fácil. Só Deus é detentor de todos os factos que fazem a história.

O que aqui direi da história da Igreja em Quinta do Conde é apenas a minha visão histórica do que me é possível observar, portanto parcial e naturalmente incompleta. Seria interessante saber da mesma história contada por outras testemunhas que a conhecem de ângulos e perspectivas diferentes. Mas mais importante será conhecê-la um dia d’Aquele que tudo sabe e diz de qualquer uma: “Conheço...” (cf. Apoc.2:2,9,13,19; 3:1,8,15).

Para além da limitação atrás reconhecida acresce ainda a agravante de eu ter de ser aqui resumido, face à exiguidade do espaço que me está reservado.

Quando um dia, talvez em 1978/79, orava com duas jovens irmãs, muito amigas, Cristina Alegria e Isabel Graça, numa livraria bíblica na cidade do Porto, e pedia que o Senhor cuidasse duma terceira amiga que tinha ido viver para a Torre da Marinha, no Seixal, o Senhor fez-me sentir que deveria visitá-la. Dei a conhecer esse sentimento à Cristina e à Isabel, e depois ao casal Viriato e Rute Sobral, em Espinho. Este casal piedoso, provavelmente impressionado com a convicção que o Espírito de Deus inculcara na minha alma, deu-me (apesar da minha relutância) 1.000$00 (€5) para a viagem. Foi a única vez que eles me deram dinheiro, apesar de me terem sempre tratado melhor do que a um filho.

 O irmão José Maria de Almeida Costa acompanhou-me nesta viagem ao sul.

A referida amiga recebeu-nos em Lisboa e levou-nos à Cruz de Pau, Concelho do Seixal, a casa do jovem casal Manuel e Paula Gomes, que realizava, numa das divisórias do seu apartamento, reuniões evangelísticas com pessoas retornadas e refugiadas das ex-colónias. O encontro com este casal foi determinante para o que mais tarde aconteceria.

Em 1980 o Senhor enviou-me para a zona da grande Lisboa, ao ter sido chamado para o serviço militar. Tal facto proporcionou-me mais alguns encontros com o Manuel. Perguntando-lhe sobre as reuniões que fazia em sua casa, informou-me que tinham acabado. Desabafou comigo, manifestando-se desiludido com a falta de apoio do pastor da igreja onde se reunia e a forma como este conduzia a congregação.
Perante este quadro ofereci-me para o ajudar a recomeçar aquele trabalho que acabara. Os diversos encontros sequentes que tivemos conduziram-nos a um maior conhecimento mútuo, gerador de uma confiança tal, que nos levou a decidir recomeçar as reuniões em sua casa. Foi assim que no dia 5 de Janeiro de 1985, primeiro sábado desse ano, começámos a visitar e a evangelizar juntos, dando início à primeira reunião, que se realizou ao fim da tarde.

Éramos meia dúzia de pessoas. Continuámos com aquelas reuniões particulares todos os sábados até que, no dia 31 de Março do mesmo ano, começámos a realizar cultos públicos num espaço entretanto alugado, em Amora (a 300 metros de casa dele), onde nos constituímos como Igreja. Em 1988 o Manuel abriu uma nova frente com a pregação do evangelho. Deu início, na sua nova casa, para onde, entretanto, se tinha mudado, na Quinta do Conde, a uma série de reuniões evangelísticas. No dia 31 de Março de 1990 essas reuniões passaram a ser efectuadas num espaço que alugámos nesta terra. Avançávamos, assim, em duas frentes: Amora e Quinta do Conde.

O crescimento numérico da Igreja em Amora, associado à exiguidade e precariedade das suas  instalações, levou os crentes, em comunhão, a tomarem a decisão unânime de se moverem para a Quinta do Conde. Alugou-se um novo espaço, muito mais amplo, nesta localidade, fundindo, num, ambos os trabalhos. As novas instalações foram inauguradas no dia 28 de Março de 1993.

Actualmente a igreja ainda permanece neste lugar, sendo constituída por uma centena de crentes em comunhão.

Arraigados e edificados em Cristo, e confirmados na fé, abundamos em acção de graças.
Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amem.

13 de Janeiro de 2004
- Carlos Oliveira

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