Missão Angola (1)
A experiência por que temos estado a passar como igreja local ilustra bem a ideia que nutrimos, há muitos anos, de que o verdadeiro missionário, acima de tudo, é todo o Cristão que está imbuído do espírito de missão, esteja onde estiver.
Temos entre nós uma jovem, a Alexandra Pimentão (Xanda), que, há anos, nos manifestou o desejo de ser missionária. A ideia seria partir para um país de língua oficial portuguesa. Analisada toda a envolvente, na altura, pareceu-nos não haver luz verde da parte do Senhor para tal empreendimento.
Hoje, essa jovem tem estado a desempenhar um papel ímpar localmente, tanto no ministério com as crianças, como com raparigas adolescentes e as mulheres em geral. A bênção do seu ministério tem sido notório e é amplamente reconhecido.
O que teria acontecido se esta jovem tivesse partido? Não temos resposta, mas percebemos agora com muita clareza que o Senhor tem-lhe dado a realizar um plano que a faz, a olhos vistos, sentir-se realizada. É assim que acontece, quando fazemos a vontade do Senhor.
Entretanto, passados anos, um casal da nossa igreja local, Fernando e Vanda Quental, partiram com os seus dois primeiros filhos para Angola sentindo ser essa a vontade de Deus para a sua vida. O mercado de trabalho nestas terras Lusitanas estava a dar os primeiros sinais de degradação, e sentiram-se impelidos a partir em busca de melhores condições de vida.
Sentimos muito a sua falta, pois eram dedicados ao Senhor e à Sua igreja. Fizeram, especialmente entre os jovens e jovens casais, uma obra marcante com que todos se recordam recorrentemente.
O Sul de Angola foi o seu lugar de destino; foram concretamente para a cidade do Lubango.
Durante os primeiros tempos procuraram a comunhão de uma igreja local ali estabelecida, mas a forma aligeirada e leviana com que aqueles crentes serviam o Senhor, por um lado, a preocupação com a alma dos seus filhos que, entretanto, passaram a três, por outro lado, e a ausência de oferecimento de qualquer oportunidade para servirem, como foi sempre seu apanágio, levou-os a usarem a sua casa, aos sábados à tarde, para comunicar o Evangelho a crianças sem eira nem beira.
O trabalho foi crescendo, e em pouco tempo o número de crianças passou para a casa das dezenas – 30, 40.
Entretanto, o Nando e a Vanda foram comunicando o Evangelho às pessoas do seu círculo de vivência, e numa dessas ações o Nando falou a um dos seus empregados que revelou interesse. Na sequência desse interesse este empregado disse ao Nando que iria reunir as condições para que ele fosse comunicar o Evangelho ao povo da sua terra, uma pequena aldeia a que chamam de Kimbo, distando cerca de 25 kms do Lubango. A estrada de acesso é de terra e em muito más condições, que se agravam no tempo das chuvas.
Depois do empregado ter falado com o Soba (Chefe) do Kimbo e de ter obtido dele permissão, o Nando foi falar-lhes do Evangelho numa sexta-feira ao fim do dia. Desde então o Nando tem ido ao Kimbo todas as sextas-feiras.
Quem conhece o Nando sabe das suas polivalências profissionais - uma espécie de MacGyver. Associado à pregação do Evangelho ele pensou em beneficiá-los com algumas ações, nomeadamente a construção de um Jango (espaço coberto) onde se possam reunir estando abrigados das chuvas, e um poço que evita que tenham de fazer deslocamentos a enormes distâncias para obterem água.
Comunicar o Evangelho àquele povo numa linguagem percetível não é fácil, exigindo-se também arte e engenho nesta área. Uma das primeiras vezes que o Nando lhes falou do Evangelho usou um dos textos bíblicos que fala de Jesus sobre um barco no mar. Como eles nunca viram o mar nem barcos, o Nando explicou-lhes que um barco é como um carro que anda sobre a água.
O interesse daquele povo em ouvir o Evangelho tem aumentado, bem como o número de crianças e interesse das mesmas em ouvir o Evangelho na sua casa.
A família Quental está a ser uma família verdadeiramente missionária. Vamos apoiá-los da forma que pudermos, especialmente com as nossas orações.
Daremos, em próximos artigos, detalhes de alguns episódios deste empreendimento missionário bem como notícias sobre o mesmo, que estimularão, decerto, um maior empenho da nossa parte no apoio a esta ação missionária.
De facto, o verdadeiro missionário, acima de tudo, é todo o Cristão que está imbuído do espírito de missão, esteja onde estiver.
- C.M.O.
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