Ilustrações da Verdade Bíblica (XL)

Por H. A. Ironside
Patriotismo-Plus
“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13).
“… nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho …” (Rom. 5:10).
Quando nações estão envolvidas em conflito mortal, é comum que patriotas declarem que aquele que dá sua vida pela defesa do seu país pode ter a certeza de um lar no céu por causa de ter feito o sacrifício supremo. Este ensinamento está de acordo com os princípios da religião muçulmana e não com o verdadeiro Cristianismo. Maomé prometeu aos seus seguidores fanáticos um lugar no Paraíso, se eles morressem pela fé em conflito com os "infiéis" que rejeitaram os seus ensinamentos. O patriotismo é uma virtude de que qualquer homem pode muito bem orgulhar-se.
"Vive ali um homem com uma alma tão morta, que nunca tenha dito a si próprio, esta é a minha terra, a minha terra natal?" Mas o patriotismo, apesar de louvável, do ponto de vista humano, jamais adequará a alma para a presença de Deus. Ele nunca pode remover a culpa do pecado.
O depoimento de Edith Cavell, a corajosa enfermeira britânica que foi morta pelos alemães durante a I Guerra Mundial, vale bem a pena considerar, neste contexto.
Esta nobre mulher nasceu em Swardeston, Norfolk, em 4 de dezembro de 1865. Ela entrou no Hospital de Londres para a formação de enfermeiros em 1895. Em 1907 ela foi nomeada a primeira enfermeira-chefe do Instituto Médico Berkendael de Bruxelas, na Bélgica. Este tornou-se no Hospital da Cruz Vermelha para a Bélgica no início do conflito em 1914. De agosto desse ano, até agosto de 1915, a enfermeira Cavell ajudou a cuidar dos soldados feridos franceses, belgas, ingleses e também alemães. Ela serviu fielmente mesmo aqueles que haviam caído, enquanto lutavam contra a sua própria nação. Naturalmente, as suas simpatias estavam com os Aliados, e em cooperação com os esforços do príncipe Reginaldo de Croy, ela ajudou muitos soldados maltratados ingleses e franceses que tinham fugido dos alemães. Estes escaparam pelo método "Subterrâneo" para a fronteira holandesa, onde, com a ajuda de guias, eram transportados para a Grã-Bretanha. Quando alguns desses fugitivos foram seguidos até a casa dela, em Bruxelas, ela foi imediatamente presa e depois de comparecer diante de um tribunal marcial foi sentenciada à morte por um pelotão de fuzilamento. Toda a sua bondade para com os feridos alemães foi esquecida. Os seus captores consideraram-na uma espiã e trataram-na em conformidade.
Pouco antes da venda ser colocada sobre os seus olhos, como ela se aprumava sem medo enfrentando os soldados que estavam prestes a tirar-lhe a vida, ela deu uma última mensagem ao mundo. "Estou feliz", disse ela, "por morrer pelo meu país. Mas, ao estar aqui percebo como nunca antes que não basta patriotismo. "Então ela passou a dar um testemunho claro e preciso da sua fé pessoal no Senhor Jesus Cristo e da sua certeza da salvação, não por dar a sua vida pelos outros, mas porque Ele deu a Sua vida por ela. Em perfeita compostura, ela submeteu-se à venda dos olhos e, momentos depois caía, trespassada pelas muitas balas alemãs.
As suas palavras, “não basta patriotismo!” falaram alto a muitos nos anos que se seguiram à sua morte como mártir pelas suas convicções. No entanto, muitos esquecem-se disso.
"O que é mais necessário?" poderá perguntar. A resposta é "Cristo!" É através da fé somente n’Ele que a alma é salva e o céu assegurado.
- Continua



