Unidade versus Ecumenismo
Resumo da mensagem:
Que responsabilidade pregar! Que responsabilidade pregar sobre este tema! Que responsabilidade pregar sobre ele nos dias que correm!
Deixai-me começar por enunciar este importante princípio que espero norteie sempre toda a nossa vida: NO FUNDAMENTAL UNIDADE E INFLEXIBILIDADE; NO SECUNDÁRIO LIBERDADE; EM TODAS AS COISAS CARIDADE. Distinguir o fundamental do secundário é nossa responsabilidade. Convém aqui sublinhar que o que muitas vezes obsta à nossa comunhão são coisas secundárias e não fundamentais.
A origem de Babilónia
Génesis 11:
1 E era toda a terra duma mesma língua, e duma mesma fala.
2 E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale na terra de Sinear, e habitaram ali.
3 E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos, e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.
4 E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
A unidade produzida por eles consistia em tijolo por pedra e betume por cal. Porque será que Deus nos dá pequenos detalhes desta espécie? Qual o significado?
Na Bíblia os crentes são referidos como pedras vivas, edificados casa espiritual (I Ped. 2.5). Os Babilonianos quiseram fazer uma habitação para o seu deus. Usaram pedra e cola feitos pelo homem. Isto lembra-nos o que se está a passar nos nossos dias. Porque o Espírito não une o que é falso, os sem Cristo produzem uma unidade substituta - imitação.
É o Espírito que sela numa unidade maravilhosa os crentes, mas os religiosos, sem o Espírito, carecem do selo humano que faça a sua unidade. É o que se passa hoje com o chamado movimento ecuménico. Ecuménico vem do Grego Oikoumene (este mundo habitado, em suma, significa mundial). Igreja ecuménica = igreja mundial. O objectivo é unir todas as Igrejas e religiões. A máxima deles é: Um só mundo, Uma só igreja. Veremos como a união deles é uma imitação, e que por isso não nos devemos unir, ter comunhão, com eles.
O edifício de uma igreja infiel estava em obras. Na vedação protectora das obras estava um cartaz que dizia: PERIGO- NÃO SE APROXIME. Um crente fiel, ao passar por lá comentou para outro: Seria bom que após as obras deixassem ficar lá a placa.
Babilónia foi originada por Nimrod que desafiou a Deus. Nimrod significa rebelde. O seu propósito era erguer um centro religioso de adoração pagã. Dizem que Semíramis, sua mulher, era mais ímpia que Jezabel. Abraão teria 50 anos quando ela terá morrido. Ela tem a fama de ter originado a religião Babiloniana mistério e de ter sido a primeira sumo-sacerdotiza deste sistema idólatra. Ela fundou um sistema religioso com muitos ritos secretos que incluia a idolatria e prostituição consagrada. Ela é um protótio notável da mulher que tem escrito na testa "MISTÉRIO, A GRANDE BABILÓNIA, A MÃE DAS PROSTITUIÇÕES E ABOMINAÇÕES DA TERRA". Dizem que ela terá vivido 42 anos depois de Nimrod e que devido à sua licenciosidade teve um filho depois da morte dele. Ela terá dito que o filho teve um nascimento miraculoso e deu-lhe o nome de Tamuz, apresentando-o como Salvador do povo e falso Messias que cumpriria Gén. 3.15. Dizem que ele terá sido morto por uma fera mas que ressuscitou. Nos seus rituais eles tinham o hábito de aspergir a água santa. A mãe era retratada como A Raínha dos Céus com o filho nos braços. Várias religiões pagãs contam este facto.
Os nomes podem variar mas a história é a mesma. Esta religião começada em Babel tornou-se mãe de todas as religiões do mundo. É a mãe das prostituições, incluindo da Cristandade apóstata. Foram as práticas pagãs de Babilónia que encheram a terra de Canaã. Os Israelitas caíram no erro de praticar alguns daqueles ritos. Há muitas Escrituras que revelam que essas práticas tinham raiz na religião que Semíramis começou em Babel. (Jer. 44.16-19).
Como Satanás os enganou! Convenceu-os de que servindo os ídolos tinham fartura, e tinham! Isto não nos faz lembrar nada?
Em I Reis 16.30-33, vemos Acabe fazer um bosque, que se refere aos bosques devotados à adoração de Astarote, deusa de Babilónia conhecida como a rainha do céu. Baal era idêntico a Tamuz, filho de Serímamis. Ver também Ezeq. 8.14-16 e Jer. 7.16-19.
Deus enviou Israel para o cativeiro exactamente para o lugar onde a falsa adoração começou - Babilónia. Ficaram fartos da adoração pagã.
Mas o Babilonianismo não está morto. A Igreja Ecuménica dá-lhe hoje continuidade. O conjunto dos falsos Cristãos vão acabar por formar uma super Igreja mundial, infiel a Cristo, que cremos estar descrita em Apoc. 17 e 18.
Muito tem sido escrito, falado e pregado sobre este assunto. Todos concordamos que a Igreja deveria ser UMA SÓ, na prática, e que é esse o propósito de Deus. Devemos considerar o cisma como uma falta grave. Mas há muita confusão e desacordo quanto ao que constitui a unidade, a sua natureza e modo pela qual é obtida e preservada.
Em João 17.11 o Senhor orou para que "aqueles" fossem UM como Ele e o Pai. Quem são "aqueles"? Em João 17.9 é claro que o Senhor ora apenas pelos que foram separados do mundo, os que são Seus - Ele diz mesmo, "É por eles que Eu rogo,; não rogo pelo mundo"; os que creram e receberam a Sua Palavra (Vs. 6-10,20). Neste capítulo não há universalismo.
"Um como Ele e o Pai". A insondável unidade da divindade decerto que não é algo que seja produzido por forças externas - um pensamento absurdo e sem sentido! É sim uma unidade que emana duma natureza idêntica, duma vida comum, uma unidade de glória. A nível humano, os que são feitos participantes da natureza divina (2 Ped. 1.4), que têm recebido vida que vem da eternidade e que usufruem antecipadamente da glória divina, são logicamente um. Existe já uma unidade essencial em tais crentes.
Nós não podemos ser UM em Cristo se não estivermos em Cristo. A única maneira de sermos UM é estarmos em Cristo.
Como estamos em Cristo? I Cor. 15. 22 ajudar-nos á a perceber. Estar em Adão significa que somos membros da raça humana ou Adâmica. Como é que nos tornamos membros da raça humana? Por nascimento! Ora nós passamos a estar em Cristo nascendo de novo.
A estratégia de Satanás é promover uma falsa união. Cuidado, porque ele é um grande imitador.
Para além do movimento ecuménico estar errado na sua génese, rejeita a Palavra de Deus como infalível e como única regra de fé. Dizem que a Bíblia apenas contém a Palavra; não é. Têm feito Bíblias ecuménicas. Antigamente a estratégia era torturar os crentes que possuíam Bíblias; agora é torturar as próprias Bíblias.
Opõe-se à activiade missionária. O argumento é que como somos todos irmãos não precisamos de mudar de religião. Ensinam a paternidade universal.
Confundem Igreja com reino. Querem introduzir o reino, daí o aspecto mundial do movimento.
Fomentaram muitas revoluções, pelo menos no passado para ajudar a conseguir o objectivo.
A imoralidade é sub-produto do ecumenismo. Defendem a homossexualidade e o sexo prematrimonial. A nova teologia advoga a nova moralidade que não é mais que a velha imoralidade.
Que triste vermos alguns caírem na esparrela das semanas de oração mundial pela unidade Cristã. Que triste vê-los sentados com os bispos em negociatas. Afinal é tudo a mesma coisa, diz o povo.
A pregação do Senhor e de Paulo dividia (João 6.66,67; 7.43; 10.19, 34,35; Luc. 12.4, 9, 51; Act. 13.43,45; 14.2,4; 15.2,7; 17.1-9; 19.29; 21.31; 23.7,9; 24.5).
O problema básico é como expressar praticamente no presente a maravilha de que "todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus" (Gál. 3.26). O Espírito que faz a unidade também governará a Sua expressão. Assim o verdadeiro sentido da guia do Espírito é absolutamente essencial para se distinguir entre a Sua energia e movimento e aquilo que é puramente humano na sua origem.
Efésios 4.1-16 é uma passagem crucial sobre esta matéria.
Esta passagem é vantajosa na medida que não se trata duma oração mas duma exortação clara aos crentes. O que é que ensina esta passagem? Muitos pensam que o seu ensino consiste em exortar-nos à comunhão uns com os outros, quaisquer que sejam as nossas concepções relativamente à fé Cristã, a fim de chegarmos à unidade da fé. O seu argumento reside na sequência V3-V13 - começar com a comunhão para chegar à unidade da fé. Assim, pensam que se deve ter comunhão com todos esperando chegar a uma concordância doutrinária. Acham que é orando juntos, tendo comunhão juntos que acabam por chegar à unidade da fé. Muitos afirmam que a doutrina divide.
A questão crucial é se esta porção das Escrituras ensina isto ou não. Não podemos isolar o texto do seu contexto. Não há dúvida que o tema é a unidade da igreja. Desde o começo da epístola que é esse o tema do apóstolo (Efé. 1.10). O apóstolo continua mostrando como é que Deus uniu Judeus e Gentios num corpo, que é a Igreja. E chama a atenção, em particular, para este tema, na passagem que estamos a considerar. Nos Verss. 1-3 temos uma exortação geral à unidade; nos Verss. 4-6 descreve a natureza da unidade,; nos Verss. 7-12 descreve a variedade na unidade e os meios usados por Deus para a preservar; nos Verss. 13-16 descreve a unidade e a sua realização plena final.
A chave da exposição neste capítulo 4 é a palavra "pois", no ver 1. Essa palavra conduz-nos aos primeiros 3 capítulos anteriores, e enfatiza o facto de que o tema da unidade é algo que se segue como consequência do que antes foi apresentado. Isto é típico na Bíblia - a conduta é sempre consequência da verdade e do ensino. A prática e o comportamento são sempre resultado da aplicação da doutrina estabelecida. Este Ver. 1 é claro - andeis em conformidade com o que foi ensinado.
A exortação que se segue é feita à luz do que foi dito nos primeiros 3 capítulos. Vemos assim que o apóstolo não parte da comunhão para a doutrina, mas da doutrina para a comunhão. Os que pensam errado falham em começar com o ver. 3, ignorando o 1 e 2.
A doutrina estabelecida nos primeiros 3 capítulos é a base e fundamento daquilo que o apóstolo fala agora da unidade. Não começa com a unidade para depois continuar com a doutrina, mas trata da unidade porque já estabeleceu a doutrina.
O princípio está bem estabelecido na Bíblia (Ver Act. 2.42).
Voltando ao Ver. 1 o apóstolo advoga o equilíbrio entre a doutrina e a prática. Ele quer que sejamos ornamento da doutrina como disse a Tito 2.10. Quando pensamos em vestir alguém fazemo-lo tendo em conta a pessoa específica. Ao pensarmos na comunhão temos que ter em conta a doutrina.
Paulo diz que devemos andar dignos da chamada. Chamada? Refere-se ao plano total de salvação delineado nos primeiros capítulos.
Sumário de Efésios 1-3:
No capítulo 1 Paulo diz como a salvação foi planeada na eternidade - antes da fundação do mundo -, e como Cristo executou a salvação pelo Seu sangue. Esta é a grande doutrina estabelecida dum modo geral. Não há unidade nem pode haver, independente da Pessoa do Senhor Jesus, da Sua obra, especialmente da redenção que é através do Seu sangue. Isto é essencial, básico, fundamental para a unidade de que a Bíblia fala.
Como é que alguém chega a essa unidade? (Ler Efé. 1.4-6) No Ver. 11 Paulo expressa o mesmo pensamento. Foi pela Sua vontade e graça. Partiu d'Ele . Na prática, na experiência, entramos nessa unidade através do processo descrito em 1.12,13. O Ver. 12 mostra que os Judeus entraram colocando a Sua confiança em Cristo e o Ver. 13 mostra os Gentios (do mesmo modo, crendo). Na prática, é quando ouvimos o evangelho e cremos. Esta é a mensagem essencial do Cap. 1.
No Cap. 2 Paulo desenvolve o pensamento tornando-o mais claro. Quem são esses que ele exorta a guardarem a unidade? Os que compreendem que por natureza estavam mortos em delitos e pecados (V. 1), que estavam sob o domínio e controle de Satanás em rebeldia contra Deus (V. 2). Os que compreenderam que estavam escravizados pelos seus desejos e paixões e estavam sob a ira de Deus (V. 3). Em suma, pessoas que crêem na doutrina da queda do homem e depravação da natureza humana. Compreendem que nada podem fazer, mas só a graça os pode salvar, por meio da fé (Vs. 8-10). Compreendem que o Espírito, devido a isso, lhes deu vida (Vivificou) de Deus e que passaram a estar unidos a Cristo "juntamente com Cristo", ressuscitaram e foram assentados com Ele. Em resumo, as pessoas que Paulo exorta a guardarem a unidade são as que foram regeneradas - feitura Sua. São resultado do que Deus fez por elas e nelas.
Nos Vers. 13-16 Paulo revela que essas pessoas compreenderam que obras, nacionalidade, religião, tudo o que possuíam antes, era absolutamente inútil. Foram feitos Cristãos pelo que o Senhor fez por elas, especialmente pelo sangue derramado (ler o V. 13-16).
O apóstolo termina dizendo que essas pessoas são agora família de Deus (v. 19).
Estes e só estes recebem a unidade de que fala o cap. 4. Foi assim que elas foram levadas à unidade.
No Cap. 3 Paulo vai ainda mais longe e mostra quem são os que ele exorta a guardarem a unidade. Os que compreendem o grande plano e propósito de Deus revelado a Paulo, a dispensação da graça de Deus que lhe foi dada, o mistério ou plano secreto que esteve escondido de todos no passado, e que é o detentor mas maravilhas atrás enunciadas.
Em Efé. 4.3 Paulo diz que agora precisamos de guardar a unidade (não fazê-la, pois já foi feita) do Espírito, pois foi feita por Ele. Por causa da natureza desta unidade - espiritual - só pode surgir como resultado da operação do Espírito. Os homens não a podem produzir.
O apóstolo estava feliz por aqueles que eram Judeus e Gentios agora serem um em Cristo. Não só participam da mesma vida, mas crêem na mesma doutrina. Crêem na mesma Pessoa e sabem que Deus as salvou do mesmo modo.
Da exposição vemos que afinal, a doutrina une, não divide.
A natureza da Unidade (Vs. 4,5,6).
Há um só corpo. Foi o produzido pelo Espírito. Não temos de fazer ou chegar a algo. Já o estamos a desfrutar. Só há que preservar isso. A unidade é comparável à do corpo humano. É uma unidade vital. Os membros estão unidos por laços de vida - no Corpo de Cristo, vida eterna. E depois Um, um um; um em três, três em um. Um Pai, um Senhor, um Espírito.
Um só Senhor - não há co-redentor(a). Um só Nome.
Uma só fé - fé justificadora (Rom. 1.16,17, 21, 24-28). O homem é justificado pela fé; não pelas obras da lei. Este era o núcleo da pregação Paulina.
Um só baptismo - o do Espírito.
Um só Deus e Pai - a fonte suprema de toda a união. É isto que nos torna um - somos filhos do mesmo Pai.
A diferença entre a unidade humana e a divina é que em vez de pertencermos a alguma coisa, pertencemos a Alguém.
Unidade da fé é diferente de unidade do Espírito. Pode e deve chegar à unidade da fé quem usufrui da unidade do Espírito. Uma vez salvos e usufruindo da unidade do Espírito precisamos de crescer no conhecimento. Para isso Deus deu dons. Eles existem até que todos cheguemos à unidade da fé, que só sucederá em pleno quando o corpo se unir à Cabeça.
A origem de Babilónia
Génesis 11:
1 E era toda a terra duma mesma língua, e duma mesma fala.
2 E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale na terra de Sinear, e habitaram ali.
3 E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos, e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume por cal.
4 E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
A unidade produzida por eles consistia em tijolo por pedra e betume por cal. Porque será que Deus nos dá pequenos detalhes desta espécie? Qual o significado?
Na Bíblia os crentes são referidos como pedras vivas, edificados casa espiritual (I Ped. 2.5). Os Babilonianos quiseram fazer uma habitação para o seu deus. Usaram pedra e cola feitos pelo homem. Isto lembra-nos o que se está a passar nos nossos dias. Porque o Espírito não une o que é falso, os sem Cristo produzem uma unidade substituta - imitação.
É o Espírito que sela numa unidade maravilhosa os crentes, mas os religiosos, sem o Espírito, carecem do selo humano que faça a sua unidade. É o que se passa hoje com o chamado movimento ecuménico. Ecuménico vem do Grego Oikoumene (este mundo habitado, em suma, significa mundial). Igreja ecuménica = igreja mundial. O objectivo é unir todas as Igrejas e religiões. A máxima deles é: Um só mundo, Uma só igreja. Veremos como a união deles é uma imitação, e que por isso não nos devemos unir, ter comunhão, com eles.
O edifício de uma igreja infiel estava em obras. Na vedação protectora das obras estava um cartaz que dizia: PERIGO- NÃO SE APROXIME. Um crente fiel, ao passar por lá comentou para outro: Seria bom que após as obras deixassem ficar lá a placa.
Babilónia foi originada por Nimrod que desafiou a Deus. Nimrod significa rebelde. O seu propósito era erguer um centro religioso de adoração pagã. Dizem que Semíramis, sua mulher, era mais ímpia que Jezabel. Abraão teria 50 anos quando ela terá morrido. Ela tem a fama de ter originado a religião Babiloniana mistério e de ter sido a primeira sumo-sacerdotiza deste sistema idólatra. Ela fundou um sistema religioso com muitos ritos secretos que incluia a idolatria e prostituição consagrada. Ela é um protótio notável da mulher que tem escrito na testa "MISTÉRIO, A GRANDE BABILÓNIA, A MÃE DAS PROSTITUIÇÕES E ABOMINAÇÕES DA TERRA". Dizem que ela terá vivido 42 anos depois de Nimrod e que devido à sua licenciosidade teve um filho depois da morte dele. Ela terá dito que o filho teve um nascimento miraculoso e deu-lhe o nome de Tamuz, apresentando-o como Salvador do povo e falso Messias que cumpriria Gén. 3.15. Dizem que ele terá sido morto por uma fera mas que ressuscitou. Nos seus rituais eles tinham o hábito de aspergir a água santa. A mãe era retratada como A Raínha dos Céus com o filho nos braços. Várias religiões pagãs contam este facto.
Os nomes podem variar mas a história é a mesma. Esta religião começada em Babel tornou-se mãe de todas as religiões do mundo. É a mãe das prostituições, incluindo da Cristandade apóstata. Foram as práticas pagãs de Babilónia que encheram a terra de Canaã. Os Israelitas caíram no erro de praticar alguns daqueles ritos. Há muitas Escrituras que revelam que essas práticas tinham raiz na religião que Semíramis começou em Babel. (Jer. 44.16-19).
Como Satanás os enganou! Convenceu-os de que servindo os ídolos tinham fartura, e tinham! Isto não nos faz lembrar nada?
Em I Reis 16.30-33, vemos Acabe fazer um bosque, que se refere aos bosques devotados à adoração de Astarote, deusa de Babilónia conhecida como a rainha do céu. Baal era idêntico a Tamuz, filho de Serímamis. Ver também Ezeq. 8.14-16 e Jer. 7.16-19.
Deus enviou Israel para o cativeiro exactamente para o lugar onde a falsa adoração começou - Babilónia. Ficaram fartos da adoração pagã.
Mas o Babilonianismo não está morto. A Igreja Ecuménica dá-lhe hoje continuidade. O conjunto dos falsos Cristãos vão acabar por formar uma super Igreja mundial, infiel a Cristo, que cremos estar descrita em Apoc. 17 e 18.
Muito tem sido escrito, falado e pregado sobre este assunto. Todos concordamos que a Igreja deveria ser UMA SÓ, na prática, e que é esse o propósito de Deus. Devemos considerar o cisma como uma falta grave. Mas há muita confusão e desacordo quanto ao que constitui a unidade, a sua natureza e modo pela qual é obtida e preservada.
Em João 17.11 o Senhor orou para que "aqueles" fossem UM como Ele e o Pai. Quem são "aqueles"? Em João 17.9 é claro que o Senhor ora apenas pelos que foram separados do mundo, os que são Seus - Ele diz mesmo, "É por eles que Eu rogo,; não rogo pelo mundo"; os que creram e receberam a Sua Palavra (Vs. 6-10,20). Neste capítulo não há universalismo.
"Um como Ele e o Pai". A insondável unidade da divindade decerto que não é algo que seja produzido por forças externas - um pensamento absurdo e sem sentido! É sim uma unidade que emana duma natureza idêntica, duma vida comum, uma unidade de glória. A nível humano, os que são feitos participantes da natureza divina (2 Ped. 1.4), que têm recebido vida que vem da eternidade e que usufruem antecipadamente da glória divina, são logicamente um. Existe já uma unidade essencial em tais crentes.
Nós não podemos ser UM em Cristo se não estivermos em Cristo. A única maneira de sermos UM é estarmos em Cristo.
Como estamos em Cristo? I Cor. 15. 22 ajudar-nos á a perceber. Estar em Adão significa que somos membros da raça humana ou Adâmica. Como é que nos tornamos membros da raça humana? Por nascimento! Ora nós passamos a estar em Cristo nascendo de novo.
A estratégia de Satanás é promover uma falsa união. Cuidado, porque ele é um grande imitador.
Para além do movimento ecuménico estar errado na sua génese, rejeita a Palavra de Deus como infalível e como única regra de fé. Dizem que a Bíblia apenas contém a Palavra; não é. Têm feito Bíblias ecuménicas. Antigamente a estratégia era torturar os crentes que possuíam Bíblias; agora é torturar as próprias Bíblias.
Opõe-se à activiade missionária. O argumento é que como somos todos irmãos não precisamos de mudar de religião. Ensinam a paternidade universal.
Confundem Igreja com reino. Querem introduzir o reino, daí o aspecto mundial do movimento.
Fomentaram muitas revoluções, pelo menos no passado para ajudar a conseguir o objectivo.
A imoralidade é sub-produto do ecumenismo. Defendem a homossexualidade e o sexo prematrimonial. A nova teologia advoga a nova moralidade que não é mais que a velha imoralidade.
Que triste vermos alguns caírem na esparrela das semanas de oração mundial pela unidade Cristã. Que triste vê-los sentados com os bispos em negociatas. Afinal é tudo a mesma coisa, diz o povo.
A pregação do Senhor e de Paulo dividia (João 6.66,67; 7.43; 10.19, 34,35; Luc. 12.4, 9, 51; Act. 13.43,45; 14.2,4; 15.2,7; 17.1-9; 19.29; 21.31; 23.7,9; 24.5).
O problema básico é como expressar praticamente no presente a maravilha de que "todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus" (Gál. 3.26). O Espírito que faz a unidade também governará a Sua expressão. Assim o verdadeiro sentido da guia do Espírito é absolutamente essencial para se distinguir entre a Sua energia e movimento e aquilo que é puramente humano na sua origem.
Efésios 4.1-16 é uma passagem crucial sobre esta matéria.
Esta passagem é vantajosa na medida que não se trata duma oração mas duma exortação clara aos crentes. O que é que ensina esta passagem? Muitos pensam que o seu ensino consiste em exortar-nos à comunhão uns com os outros, quaisquer que sejam as nossas concepções relativamente à fé Cristã, a fim de chegarmos à unidade da fé. O seu argumento reside na sequência V3-V13 - começar com a comunhão para chegar à unidade da fé. Assim, pensam que se deve ter comunhão com todos esperando chegar a uma concordância doutrinária. Acham que é orando juntos, tendo comunhão juntos que acabam por chegar à unidade da fé. Muitos afirmam que a doutrina divide.
A questão crucial é se esta porção das Escrituras ensina isto ou não. Não podemos isolar o texto do seu contexto. Não há dúvida que o tema é a unidade da igreja. Desde o começo da epístola que é esse o tema do apóstolo (Efé. 1.10). O apóstolo continua mostrando como é que Deus uniu Judeus e Gentios num corpo, que é a Igreja. E chama a atenção, em particular, para este tema, na passagem que estamos a considerar. Nos Verss. 1-3 temos uma exortação geral à unidade; nos Verss. 4-6 descreve a natureza da unidade,; nos Verss. 7-12 descreve a variedade na unidade e os meios usados por Deus para a preservar; nos Verss. 13-16 descreve a unidade e a sua realização plena final.
A chave da exposição neste capítulo 4 é a palavra "pois", no ver 1. Essa palavra conduz-nos aos primeiros 3 capítulos anteriores, e enfatiza o facto de que o tema da unidade é algo que se segue como consequência do que antes foi apresentado. Isto é típico na Bíblia - a conduta é sempre consequência da verdade e do ensino. A prática e o comportamento são sempre resultado da aplicação da doutrina estabelecida. Este Ver. 1 é claro - andeis em conformidade com o que foi ensinado.
A exortação que se segue é feita à luz do que foi dito nos primeiros 3 capítulos. Vemos assim que o apóstolo não parte da comunhão para a doutrina, mas da doutrina para a comunhão. Os que pensam errado falham em começar com o ver. 3, ignorando o 1 e 2.
A doutrina estabelecida nos primeiros 3 capítulos é a base e fundamento daquilo que o apóstolo fala agora da unidade. Não começa com a unidade para depois continuar com a doutrina, mas trata da unidade porque já estabeleceu a doutrina.
O princípio está bem estabelecido na Bíblia (Ver Act. 2.42).
Voltando ao Ver. 1 o apóstolo advoga o equilíbrio entre a doutrina e a prática. Ele quer que sejamos ornamento da doutrina como disse a Tito 2.10. Quando pensamos em vestir alguém fazemo-lo tendo em conta a pessoa específica. Ao pensarmos na comunhão temos que ter em conta a doutrina.
Paulo diz que devemos andar dignos da chamada. Chamada? Refere-se ao plano total de salvação delineado nos primeiros capítulos.
Sumário de Efésios 1-3:
No capítulo 1 Paulo diz como a salvação foi planeada na eternidade - antes da fundação do mundo -, e como Cristo executou a salvação pelo Seu sangue. Esta é a grande doutrina estabelecida dum modo geral. Não há unidade nem pode haver, independente da Pessoa do Senhor Jesus, da Sua obra, especialmente da redenção que é através do Seu sangue. Isto é essencial, básico, fundamental para a unidade de que a Bíblia fala.
Como é que alguém chega a essa unidade? (Ler Efé. 1.4-6) No Ver. 11 Paulo expressa o mesmo pensamento. Foi pela Sua vontade e graça. Partiu d'Ele . Na prática, na experiência, entramos nessa unidade através do processo descrito em 1.12,13. O Ver. 12 mostra que os Judeus entraram colocando a Sua confiança em Cristo e o Ver. 13 mostra os Gentios (do mesmo modo, crendo). Na prática, é quando ouvimos o evangelho e cremos. Esta é a mensagem essencial do Cap. 1.
No Cap. 2 Paulo desenvolve o pensamento tornando-o mais claro. Quem são esses que ele exorta a guardarem a unidade? Os que compreendem que por natureza estavam mortos em delitos e pecados (V. 1), que estavam sob o domínio e controle de Satanás em rebeldia contra Deus (V. 2). Os que compreenderam que estavam escravizados pelos seus desejos e paixões e estavam sob a ira de Deus (V. 3). Em suma, pessoas que crêem na doutrina da queda do homem e depravação da natureza humana. Compreendem que nada podem fazer, mas só a graça os pode salvar, por meio da fé (Vs. 8-10). Compreendem que o Espírito, devido a isso, lhes deu vida (Vivificou) de Deus e que passaram a estar unidos a Cristo "juntamente com Cristo", ressuscitaram e foram assentados com Ele. Em resumo, as pessoas que Paulo exorta a guardarem a unidade são as que foram regeneradas - feitura Sua. São resultado do que Deus fez por elas e nelas.
Nos Vers. 13-16 Paulo revela que essas pessoas compreenderam que obras, nacionalidade, religião, tudo o que possuíam antes, era absolutamente inútil. Foram feitos Cristãos pelo que o Senhor fez por elas, especialmente pelo sangue derramado (ler o V. 13-16).
O apóstolo termina dizendo que essas pessoas são agora família de Deus (v. 19).
Estes e só estes recebem a unidade de que fala o cap. 4. Foi assim que elas foram levadas à unidade.
No Cap. 3 Paulo vai ainda mais longe e mostra quem são os que ele exorta a guardarem a unidade. Os que compreendem o grande plano e propósito de Deus revelado a Paulo, a dispensação da graça de Deus que lhe foi dada, o mistério ou plano secreto que esteve escondido de todos no passado, e que é o detentor mas maravilhas atrás enunciadas.
Em Efé. 4.3 Paulo diz que agora precisamos de guardar a unidade (não fazê-la, pois já foi feita) do Espírito, pois foi feita por Ele. Por causa da natureza desta unidade - espiritual - só pode surgir como resultado da operação do Espírito. Os homens não a podem produzir.
O apóstolo estava feliz por aqueles que eram Judeus e Gentios agora serem um em Cristo. Não só participam da mesma vida, mas crêem na mesma doutrina. Crêem na mesma Pessoa e sabem que Deus as salvou do mesmo modo.
Da exposição vemos que afinal, a doutrina une, não divide.
A natureza da Unidade (Vs. 4,5,6).
Há um só corpo. Foi o produzido pelo Espírito. Não temos de fazer ou chegar a algo. Já o estamos a desfrutar. Só há que preservar isso. A unidade é comparável à do corpo humano. É uma unidade vital. Os membros estão unidos por laços de vida - no Corpo de Cristo, vida eterna. E depois Um, um um; um em três, três em um. Um Pai, um Senhor, um Espírito.
Um só Senhor - não há co-redentor(a). Um só Nome.
Uma só fé - fé justificadora (Rom. 1.16,17, 21, 24-28). O homem é justificado pela fé; não pelas obras da lei. Este era o núcleo da pregação Paulina.
Um só baptismo - o do Espírito.
Um só Deus e Pai - a fonte suprema de toda a união. É isto que nos torna um - somos filhos do mesmo Pai.
A diferença entre a unidade humana e a divina é que em vez de pertencermos a alguma coisa, pertencemos a Alguém.
Unidade da fé é diferente de unidade do Espírito. Pode e deve chegar à unidade da fé quem usufrui da unidade do Espírito. Uma vez salvos e usufruindo da unidade do Espírito precisamos de crescer no conhecimento. Para isso Deus deu dons. Eles existem até que todos cheguemos à unidade da fé, que só sucederá em pleno quando o corpo se unir à Cabeça.
- C.M.O.



