Crise de Valores - Oração (III)
Há um homem chamado George Müller que cuidou de um orfanato com centenas de crianças. Por vezes sentavam-se à mesa, davam graças a Deus pela refeição (sem, humanamente falando, terem o que comer) mas, Deus supria sempre as suas necessidades e logo a seguir a comida aparecia. Não me digam como é que isso foi possível, mas o Senhor cuidou. E nós dizemos assim: “Ah...mas esse homem tinha o dom da oração!!!” Não tinha o dom da oração. Ele orava.
Em Actos 3 lemos que Pedro e João subiram à oração, à hora nona. Nós nunca descemos quando oramos. Sempre que oramos, subimos. Quando alguém ora tem sempre algo para dar. Aquele coxo que estava à porta do templo também recebeu...não recebeu aquilo que ele queria, mas recebeu o melhor - que ele não esperava. Quando subimos para orar temos sempre alguma coisa para dar aos outros.
Houve uma mulher - Ana - que, quando entregou o seu filho - Samuel - ao sacerdote do templo disse: «Por este menino orava eu». Nós não sabemos a alegria que esta mulher tinha. Qual é a alegria que nós temos quando dizemos ao Senhor: “Ó Senhor! Por estes irmãos tenho orado eu... por esta Igreja …!” É uma alegria, que só experimentando!!! Não há dúvida!
Sabem quando é que os discípulos puderam contemplar a glória de Deus - o Senhor Jesus Cristo na Sua glória? Quando eles subiram a orar, «estando Ele orando, transfigurou-se» e eles puderam ver a glória de Deus. Quereis ver a glória de Deus? Subamos para orar.
Nós lemos acerca da reconstrução dos muros em Jerusalém (que figura clara da oração), que os muros estavam caídos (não se orava) e os inimigos entravam por todo o lado. Estava tudo queimado, era um autêntico caos naquele tempo, e Neemias pensou logo em restaurar aquilo. Sabem em que capítulo é que começou esta reconstrução dos muros? Não foi no capítulo 4, mas no capítulo 1 - com a oração. Foi ali que começou a reconstrução do muro. Sabem o que Neemias disse quando os seus «amigos» o convidaram? Ele disse assim: “Eu estou a fazer uma grande obra, deste modo eu não posso descer”.
Sabem quando é que começou a Igreja em Filipos? Em Actos 16, quando uma senhora chamada Lídia se converteu. Mas isto começou quando Paulo e Silas tinham lugar para a oração. Em Actos 16 nós vemos três mudanças radicais e vemos sempre nessas mudanças a oração. Vemos o caso de Lídia porque tiveram lugar para a oração. Vemos aquela mulher que tinha o espírito de adivinhação e dava lucro ao seu senhor, mas o seu lucro foi estragado porque o apóstolo Paulo interveio quando ia tirar tempo para a oração. Isto é ter espírito de oração, «Orar sem cessar», e depois Deus conduz as coisas. Por isso é que odiavam Paulo e Silas - porque sabiam o poder que eles tinham por causa da oração. Desta forma mandaram-nos prender. O diabo não vai ficar nada contente quando nós oramos. E ele vai usar todos os meios para nos impedir. Não tenhamos dúvidas. Paulo e Silas são presos e vemos como ali na prisão eles estavam a orar. Quando é que eles estavam a orar? Quando tudo estava a dormir. Os presos estavam admirados “Como é que é possível eles estarem a orar e a cantar a Deus depois de tudo o que lhes aconteceu?”. Podemos dizer que o carcereiro ali representa o mundo, porque está a dormir. Ele depois acordou e perguntou “O que é que aconteceu?”. O mundo dorme e não ora. Mas os homens de Deus, mesmo nessa situação, estavam a orar àquela hora da noite. O apóstolo Paulo diz: «Desperta tu que dormes … não durmamos como os demais, mas, vigiemos». Isto é normal. Os do mundo fazem isto: Não oram. Porque é que eles não oram? Porque não têm o Espírito de Deus. O mundo não tem o Espírito, por isso não ora.
«Quando eu a Ti clamar, então, retrocederão os meus inimigos» (Salmo56:9). Sabem porque é que os inimigos têm avançado e feito uma obra destruidora? Porque nós não clamamos. Quando nós deixamos de clamar os inimigos avançam. Não tenhamos dúvidas disso! “Quando eu a Ti clamar os inimigos vão retroceder” «porque Deus está comigo». A diferença está nisto.
Lembro-me daquele episódio quando Moisés estava lá no cimo daquele monte com as mãos levantadas e seguras por Araão e Hur (porque eram muito pesadas) e Israel estava lá em baixo a lutar. Quando Moisés descaía as mãos o inimigo atacava e prevalecia. Quando ele levantava as mãos Israel ganhava e os inimigos retrocediam - que figura clara e notável da oração!
«Levantai as mãos santas, sem ira nem contenda». Como? Com a oração. «Quando eu a Ti clamar então retrocederão os meus inimigos». Notemos isto: sempre que deixamos de orar os nossos inimigos estão a avançar, entram e fazem grandes estragos, e destruir-nos-ão.



