Crise de Valores - Oração (IV)

     O apóstolo Paulo diz que os ouvidos do Senhor estão atentos às orações dos santos. Quanto tempo temos feito o Senhor esperar com os Seus ouvidos? Onde está a tua oração? “Há quanto tempo não clamas a Mim?” Há quanto tempo tu não oras? Ele está atento. Nós não gostamos de fazer esperar ninguém e ficamos preocupados quando fazemos alguém esperar. Não deixemos o Senhor com os Seus ouvidos à espera de ouvir a nossa oração.

     Além disso, lemos em Provérbios 15: «Na oração do justo está o Seu contentamento». O Senhor tem prazer na oração dos rectos. Não deixemos o Senhor se entristecer por nós deixarmos de orar. David dizia: «Tu que ouves as orações, a Ti virá toda a carne». Podemos dizer: “Tu que ouves as orações, a Ti virá todo o crente”. David disse a certa altura, será que também podemos dizer: «A minha alma te segue de perto»? Como é que é possível se não tivermos uma vida de oração? Não é possível... estamos longe. Sabem quando é que Pedro ficou mais longe? Quando deixou de orar... «Não pudeste velar Comigo, Pedro».

     O Salmo 66 diz: «A Ele clamei com a minha boca e Ele foi exaltado». O Senhor é exaltado quando nós clamamos a Ele. Pensemos nisso seriamente. Ele foi exaltado com a minha língua. Lemos, também, no Salmo 50: «Invoca-Me no dia da angústia, e Eu te livrarei, e tu Me glorificarás». O Senhor é glorificado e todo o crente pode fazer isso porque a seguir lemos assim: «mas do ímpio, diz Deus, que tens tu para andar para aí a recitar …?» Que tens tu que fazer as Minhas orações ou pregar a Minha Palavra? Que contraste! Invoca-Me tu que já aceitaste o Senhor Jesus Cristo! Mas do ímpio não se espera nada disso, mais depois o Senhor vai pedir contas daquilo que andaram para aí a fazer! Não há dúvida que, quando oramos atingimos alvos direccionados para tantos lados! Se deixarmos de orar definhamos completamente.

     O apóstolo Paulo torna a dizer aos Colossenses: «Orai por mim, para que Deus me abra a porta da Palavra». Quando nós oramos pelos pregadores estamos a pedir a Deus para abrir a porta da Palavra, para que se fale a Palavra com ousadia. Devemos orar pelos pregadores.

     Aos anciãos, com responsabilidades nas igrejas locais, o apóstolo Paulo em Hebreus 13 diz que eles velam pelas almas dos crentes. Eu nem sei, nem compreendo quando alguns têm títulos de pastores (não é que eu esteja a julgar a vida de alguém) e não têm interesse em orar, não se apresentam na reunião de oração! E dizem-se pastores!... Não entendo isso. Quando o pastor está a orar pelo rebanho do Senhor, está a velar pelas almas.

     “Nínguém tropeça de joelhos” Já viram alguém tropeçar de joelhos? Mas queria falar de alguns tropeços - impedimentos à oração.

Lembram-se de quando foi despejado azeite nas vasilhas de uma viúva pobre? O que é que acabou, foi o azeite ou as vasilhas? Foram as vasilhas. O azeite nunca se acabou. É uma figura notável do Espírito Santo. Para haver condições para que o Espírito Santo nunca cesse tem que haver, sabem o quê? Recipientes vazios e fracos. Porque podemos dizer que aquilo eram garrafas que se partiam, se caíssem ao chão partiam-se com muita facilidade. Nós estamos cheios de nós mesmos e por isso somos um impedimento. Às vezes pensamos que o outro indivíduo é que é um impedimento à oração. Não! Somos nós mesmos.

     O primeiro impedimento é a falta de vontade. Eu queria ler uma passagem convosco na primeira carta aos Coríntios capítulo 4. Que exemplo notável que este homem foi! Digam-me os engenheiros religiosos que este homem perdeu a fé e eu digo-lhes que eles perderam o juízo! Versículo 6: «Eu, irmãos, apliquei estas coisas por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que, em nós, aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensorbebecendo a favor de um contra outro». Havia lá muito orgulho! E o apóstolo Paulo disse: “Sabem, irmãos, eu procuro ser um exemplo, podem crer nisso!” «Porque, quem te diferença? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, porque te glorias, como se não o houveras recebido?» O orgulho é uma coisa tremenda. Não tenhamos dúvidas. Sabem quando é que há orgulho? Quando há falta de humildade. Uma coisa vai substituir a outra. Versículo 10: «Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos e vós fortes; vós ilustres e nós vis». Três vezes ele diz «nós». É notável este homem de Deus; e ele não se engloba sozinho, mas com eles; notem as palavras dele: «nós». Versículo 11: «Até esta presente hora, sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos...» Eles trabalhavam pelo seu sustento, não eram como alguns que querem comer sem trabalhar! O segundo impedimento é, portanto, o orgulho.

O apóstolo Tiago fala da cobiça como sendo algo terrível «cobiçais e nada tendes». Há muitos que cobiçam e nada têm. Depois diz: «Pedis, mas pedis mal porque pedis para gastar em vossos próprios deleites». Eu podia aqui usar várias ilustrações. Há aqui muitos meninos que quando oram por uma companheira A, B ou C já têm em mente alguém. Pedem para que Deus lhes mostre se tem uma companheira para ele, e quem é, mas já sabem que até é esta que eles querem! Estão a pedir mal, querem gastar nos seus deleites! Depois, alguns até chegam à conclusão que este não era a companheira certa. A falta de temor faz diminuir os rogos, a falta de santidade, de pureza...

(Continua)
 

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