Crise de Valores - Oração (V)
Pois é! É a falta de santidade na tua vida: «Todo aquele que é santo, orará a Ti, a tempo de te poder achar». Será que isto é só para mim, para aquele que está ali a ouvir? Como diz Isaías, as vossas maldades, as vossas iniquidades impedem as vossas orações. Já estou cheio das vossas maldades!
Como o apóstolo Paulo diz. «Levantai mãos santas sem ira...» A ira impede as nossas orações. A ira do homem não opera a justiça de Deus. “...Nem contenda”. Porque é que andam aí a contender uns contra os outros? Há irmãos que parece que se sentem bem a andar sempre a contender... isto só revela que continuam a ser meninos.
Romanos 11 mostra claramente que há necessidade de haver perdão. Quando fordes orar perdoai. Não pensemos orar com um espírito de amargura contra um irmão ou irmã. Mas perdoar! Isso é o normal que o crente deve fazer: PERDOAR! Não perdoar, é também um impedimento à oração. Não tenhamos dúvidas.
O apóstolo diz aos Filipenses: «Não estejais inquietos por coisa alguma, antes, todas as vossas petições sejam conhecidas diante de Deus». A inquietação é outro obstáculo à oração. Salmo 38:9 diz: «Senhor, diante de Ti está todo o meu desejo e o meu gemido não Te é oculto». Há muitas coisas que, se não tivermos cuidado, estamos a ocultar quando vamos falar com Deus. Mas diante do Senhor está tudo revelado. Querermos ocultar-Lhe alguma coisa é um impedimento.
O apóstolo Paulo exorta os crentes a orarem uns pelos outros: «Orai por nós, irmãos porque em tudo nós queremos portar-nos honestamente». A falta de honestidade é uma característica deste mundo e a falta de honestidade entre os crentes também impede a oração.
Daniel era um homem íntegro e a falta de integridade também impede o poder da oração. Daniel era um homem de oração porque era um homem íntegro. Sabem quantos presidentes foram averiguar a vida dele? 120 presidentes. Não foram uns homens quaisquer. Sabem o que eles disseram? Não achámos nele culpa nem vício. Eu não sei quantos é que eram precisos para investigar a nossa vida, para verem o que é que há em nós! A única coisa de que podiam culpar Daniel era na lei do seu Deus. Na verdade, ele era um homem de Deus que orava como de costume. Por isso os seus inimigos o descobriram.
Também a fidelidade ao Senhor é necessária para a oração. «Não descobriram nele vícios, nem culpa». Fidelidade não é só fazermos o bem, é também, não haver faltas na nossa vida. Um homem de oração nunca se envaidece e diz que é um homem de oração. Se ele é um homem de oração ele ora a Deus e não diz: “Eu sou um homem de oração!”. Não se envaidece.
Podemos enumerar a incredulidade. O Senhor Jesus não podia fazer mais maravilhas por causa da incredulidade deles. Ele podia dizer: “Eu estou admirado!” e Ele pode dizer de nós: “Eu estou admirado com a vossa incredulidade!”
Depois ouvimos: «A oração de um justo pode muito nos seus efeitos». CUIDADO! A oração? Sim. Mas, de quem? De um justo. Tiago tem o cuidado de dizer que era a oração de um justo. Que justo? Elias, era um homem de oração. Não confiemos na oração, mas no Deus da oração. O apóstolo João diz para assegurarmos os nossos corações no Senhor. E tudo o que pedirmos será feito. Eu creio que há muitos irmãos que pedem uma coisa ao Senhor e depois querem-lha devolver porque não asseguraram primeiro os seus corações. Pediram de uma forma leviana. «O Senhor é poderoso para fazer muito mais abundantemente do que aquilo que pedimos ou pensamos». Tenhamos isto em mente quando orarmos.
Para terminar, houve um homem chamado Habacuque, que orava assim: «Senhor, reaviva a Tua obra no meio dos dias, no meio dos anos». Sabem porque é que ele pedia reavivamento? Porque ele estava no seu posto a orar (como lemos no capítulo 2). Queremos reavivamento e não oramos? Ele assim não vem. “À tarde, de manhã e ao meio-dia orarei.” Não vou pensar em orar... eu orarei, continuamente. A certa altura lemos assim de Absalão: «Esteve Absalão dois anos sem ver a face do rei». Como é que era possível? Ele estava em Jerusalém e não via o rei? Também é possível sermos crentes e não orarmos (II Samuel 14). A nossa distância do Senhor é de uma oração, e quantas vezes não oramos!... Estamos tão pertinho, mas não oramos! Além disso também lemos. «O que regar, também será regado». Há muita crise na oração porque não há este regar na oração.
Concluindo: «Para mim bom é aproximar-me de Deus». Pode não ser para os outros, mas é para mim, dizia o salmista. E quanto a nós? Que o Senhor seja glorificado!



