Vou experimentar
Não Posso era um rapaz boémio e muito cobarde. Quando lhe pediam que fizesse alguma coisa, dizia que não podia, mesmo antes de experimentar. Se lhe faziam uma pergunta, respondia: “Não sei”. Se tinha de estudar: “Não posso”. Não Quero, não era boémio, nem estúpido, mas tinha um mau feitio terrível e era teimoso. Se lhe passava pela cabeça não fazer nada, não havia meio de o convencer a mudar de ideia. Se Não Quero ficava amuado, ninguém por mais que insistisse, conseguia animá-lo. Não era muito social porque queria fazer sempre o que lhe apetecia. Quase ninguém gostava dele.
Vou Experimentar era um rapaz miúdo, pequeno, mas tinha entusiasmo e persistência, estava sempre pronto a tentar fazer o que quer que fosse. Dizia: “Não sei se posso, mas vou experimentar”. Ás vezes não conseguia, mas grande parte das vezes era capaz.
Nos estudos: Vou Experimentar era o melhor da turma, Não Posso era o pior e Não Quero desistiu. Hoje, são todos homens feitos: Não Posso é funcionário de um senhor muito exigente chamado É Preciso; Não Quero é soldado raso que obedece às ordens do Capitão Deve; e Vou Experimentar é sócio de uma grande empresa: Felizardo & Companhia.
“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por Nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8).



