Um templo ou um teatro?

spurgeon_.jpg     Os homens parecem dizer-nos: “Não há qualquer utilidade em seguirmos o velho método, arrebatando um aqui e outro ali da grande multidão. Queremos um método mais eficaz. Esperar até que as pessoas sejam nascidas de novo e se tornem seguidoras de Cristo é um processo demorado. Vamos abolir a separação que existe entre os regenerados e os não-regenerados. Venham à igreja, todos vocês, convertidos ou não-convertidos. Vocês têm bons desejos e boas resoluções: isso é suficiente; não se preocupem com mais nada. É verdade que vocês não crêem no Evangelho, mas nós também não cremos nele. Se vocês crêem em alguma coisa, venham. Se vocês não crêem em nada, não se preocupem; a vossa ‘dúvida sincera’ é muito melhor do que a fé”.

     Talvez o leitor diga: “Mas ninguém fala desta maneira”.

     É provável que eles não usem esta linguagem, porem este é o verdadeiro significado do Cristianismo dos nossos dias. Esta é a tendência da nossa época. Posso justificar a afirmação abrangente que acabei de fazer, utilizando a atitude de certos pastores que estão a trair astuciosamente o nosso sagrado Evangelho sob o pretexto de adaptá-lo a esta época progressista.

     O novo método consiste em incorporar o mundo na igreja e, deste modo, incluir grandes áreas em seus limites. Por meio de apresentações dramatizadas, os pastores fazem com que as casas de oração se assemelhem a teatros; transformam o culto em shows musicais e os sermões, em lengalengas políticas ou ensaios filosóficos. Na verdade, eles transformam o templo em teatro e os servos de Deus, em actores cujo objectivo é entreter os homens. Não é verdade que o Dia do Senhor está a tornar-se, cada vez mais, num dia de recreação e de ociosidade; e a Casa do Senhor, num templo pagão cheio de ídolos ou num clube social onde existe mais paixão por divertimento do que zelo de Deus?

     Ai de mim! Os limites estão destruídos, e os muros caídos; e para muitas pessoas não existe igreja nenhuma, excepto aquela que é uma parte do mundo; e nenhum Deus, excepto aquela força desconhecida por meio da qual operam as forças da natureza. Não me demorarei mais a falar a respeito desta proposta tão deplorável.

Charles H. Spurgeon

Sermões e Estudos

Carlos Oliveira 17ABR26
A tua chávena

Tema abordado por Carlos Oliveira em 17 de abril de 2026

Dário Botas 12ABR26
A tua morte é um dever!

Tema abordado por Dário Botas em 12 de abril de 2026

Carlos Oliveira 10ABR26
À procura da chave

Tema abordado por Carlos Oliveira em 10 de abril de 2026

Estudo Bíblico
1 Timóteo 3:2

Estudo realizado em 15 de abril de 2026

ver mais
  • Avenida da Liberdade 356 
    2975-192 QUINTA DO CONDE 





     
  • geral@iqc.pt 
  • Rede Móvel
    966 208 045
    961 085 412
    939 797 455
  • HORÁRIO
    Clique aqui para ver horário