Igreja - Colónia do céu
A figura da igreja como a "colónia celestial", que é a tradução pitoresca que Moffatt faz de Fil. 3:20, é uma metáfora muito vívida para os nossos dias, ainda que devamos ter o cuidado de eliminar dela quaisquer tonalidades de colonialismo. George Webber sugeriu no seu livro God’s Colony in Man's World (A Colónia de Deus no Mundo do Homem) que a Igreja Cristã, como um posto avançado dos céus, se assemelha a um pequeno grupo de colonizadores, precariamente estabelecido nas praias do Novo Mundo. Esta nova colónia tem que subsistir a três exigências rigorosas.
Primeiro, manter abertas as suas linhas de comunicação e transporte para a pátria, a fim de receber suprimentos, instruções e coragem. Segundo, manter-se unida contra inimigos comuns: doença, fome e nativos hostis. Terceiro, aventurar-se fora da colónia, para conquistar o território para o seu Rei. Esta, aliás, é a sua única razão de existência.
A Igreja Cristã, a "colónia de Deus", vive semelhantemente um papel tridimensional — com uma relação "vertical" para com Deus, uma relação "circular" para com os irmãos, e uma relação "horizontal" para com o mundo. A estratégia da evangelização exige que a Igreja se renove em todas estas relações.
Deve haver renovação em nossa relação vertical para com Deus. Como a colónia do Novo Mundo, somos totalmente dependentes do envio de suprimentos da pátria celestial. Que efeito pode o nosso testemunho ter no mundo se perdermos o contacto com Deus? Para usar uma figura mais moderna, a igreja é como um aparelho de rádio, que capta, com a antena da fé, sons longínquos, sintoniza as ondas invisíveis da graça de Deus e irradia o seu testemunho para o mundo. Mas, se as válvulas estiverem queimadas e o seu "interior"' sem funcionar, o rádio não pode transmitir sons. E se a vida íntima da igreja estiver em mau estado, ela não pode dar testemunho.



