Sinais da queda

gordonmacdonald.jpg     Recentemente, Collins e seu grupo de pesquisadores escreveram uma obra menor, com o nome How the Mighty Falls (Como o Poderoso Cai), que segundo ele começou como um artigo e terminou como um livro. Collins afirma que foi inspirado em uma conversa durante um seminário, no qual alguns poucos líderes de sectores tão diversos como o militar e o de empreendimentos sociais reuniram-se para explorar temas de interesse comum a todos.  O tema era a grandeza da América e os riscos desse gigantismo. O receio geral era de que o sucesso encobrisse o perigo e os alertas do declínio. Saímos de lá a pensarem como seria possível perceber que uma organização aparentemente saudável enfrentava sérios problemas.

     Parece ser cada vez mais real o facto de que grande parte dos líderes desconhece o problema vivido na sua organização. No seu livro, Collins identifica cinco estágios no processo de derrapagem de uma instituição. O primeiro é a autoconfiança como fruto do sucesso. “Prestamos um desserviço a nós mesmos quando estudamos apenas sobre o sucesso”, afirma Collins. Uma pesquisa e análise acerca de empreendimentos, até mesmo na literaturas de liderança eclesiástica, mostra que poucos livros investigam as raízes do fracasso. Parece que existe no segmento Cristão a presunção de que o sucesso é inevitável, razão pela qual não se torna necessário considerar as possíveis consequências de uma queda.

     A confiança exagerada em si mesmos, nos sistemas que criam ou na própria capacidade para resolver tudo faz com que os líderes não enxerguem os seus pontos de fraqueza. Subestimar os problemas e superestimar a própria capacidade de lidar com eles é autoconfiança em excesso. A ganância e a busca desenfreada por mais é outra das principais situações que derrubam um grupo ou organização. Geralmente, quando se entra nesse processo descontrolado, abandonam-se os princípios sobre os quais a entidade foi constituída.

     A busca pelo crescimento exagerado é o segundo estágio que antecede a derrocada, seja de uma organização secular ou de um ministério cristão. Muitos líderes tornam-se cegos pelo êxtase do expansionismo. Constantemente surge uma necessidade em tais líderes de mostrarem-se capazes, e eles não conhecem outra forma de fazer isso que não seja tornando os seus empreendimentos maiores, independente das consequências. É a incessante ideia de que tudo tem que crescer cada vez mais. Todavia, impressiona o facto de que a cobrança de Jesus aos seus discípulos estivesse relacionada com a necessidade de fazer novos discípulos, e não de construir grandes organizações. Ele parecia saber que discípulos bem treinados em cada cidade e povoado dariam conta de conduzir o movimento Cristão de forma saudável. Talvez Jesus temesse exactamente o que está a acontecer hoje: a sistematização do movimento Cristão, a sua centralização e expansão tão-somente para causar impressão.

     O terceiro estágio de declínio identificado por Collins é desencadeado quando líderes e organizações ignoram ou minimizam informações críticas, ou se recusam a escutar aquilo que não lhes interessa. A negação dos riscos é um perigo iminente – e riscos não levados a sério são justamente aqueles que, posteriormente, causam grandes estragos na organização. É preocupante, para Collins, quando as organizações baseiam as suas decisões em informações inadequadas. No meu ministério de liderança, cedo aprendi a temer conselhos que começam com expressões como “Dizem” ou “As pessoas estão a sentit”. Prefiro valorizar dados precisos, vindas de pessoas confiáveis, sábias, que se comprometem com a tarefa de liderar a comunidade com sensatez. Isso possibilitou-nos caminhar ao lado de gente que jamais imaginávamos que caminharia connosco. Nada me foi mais valioso do que receber, delas, informações que me ajudaram a conduzir minha congregação.

     O estágio quarto começa, escreve Jim Collins, “quando uma organização reage a um problema usando artifícios que não são os melhores". Ele dá como exemplo uma grande aposta num produto não consolidado, o lançamento de uma imagem nova no mercado, a contratação de consultores que prometem sucesso ou a busca de um novo herói – como o político que vai salvar a pátria ou o executivo que em três meses vai tirar a empresa do buraco. Eu lembro-me dos tempos em que eu estava desesperado por vitórias que fariam com que a minha igreja deixasse de caminhar na direcção em que estava a caminhar – para o abismo. Em vez de examinar o que a nossa congregação fazia nas práticas essenciais de serviço ao povo, centrada no serviço a Cristo, fui tentado a concentrar-me em questões secundárias: cultos esporádicos de avivamento, programações especiais, qualificação da nossa equipe de obreiros. Hoje eu vejo o que tentei fazer: promover salvação de vidas através de publicidade, uma grande apresentação o um excelente programa. Graças a Deus, aprendi – assim como aqueles ao meu redor – que artifícios assim não funcionam. O que funciona é investir em pessoas, discipulá-las, conduzi-las a Jesus e adorá-Lo em espírito e em verdade, fazendo com que as coisas estejam no seu devido lugar.

     Collins menciona ainda o estágio cinco da decadência, que é o da rendição. Se as coisas saem do eixo organizações como igrejas tendem a perder a fé e o espírito. Penso que o templo em Jerusalém deve ter ficado dessa forma quando Jesus se retirou de lá e disse que não voltaria àquele lugar. Ele estava a anteciparo dia, que estava por vir, quando não mais restaria ali pedra sobre pedra. Não há muito tempo atrás, eu estive em frente ao templo de uma igreja no País de Gales. Na porta, estava a seguinte placa: "Vende-se". Uma outra placa indicava que aquele prédio havia sido construído no período do grande avivamento britânico, no século XVIII. Agora, o prédio estava escondido entre a vegetação, completamente abandonado.

     Quando começa a morte de uma organização? Quem perdeu os sinais que indicam vida? Quem abandonou os princípios essenciais? Quem não entendeu as informações? Quem está a correr, completamente perdido no meio da multidão, sem saber pra onde ir? Essas são boas perguntas. Se ignoradas, a igreja cairá.


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Billy Graham     A mensagem de Cristo quando Ele esteve na terra foi revolucionária e compreensível. As Suas palavras eram simples, conquanto profundas. E, por isso, chocaram e abalaram os homens. As palavras d’Ele, tanto provocavam calorosa aceitação como violenta repulsa. Os homens, depois de ouvir a Jesus, nunca poderiam ser mais aquilo que eram, pois que invariavelmente se tornavam melhores ou piores. Os Seus ouvintes seguiam-No com amor e dedicação, ou d’Ele se afastavam com indignação e ódio. No Evangelho de Jesus há certo poder mágico que leva homens e mulheres a uma acção decisiva. Jesus tinha uma atitude de "Quem não é comigo é contra mim."  

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