Amor Divino
Numa versão musical diferente lindíssima da que estamos habituados. Versão habitual mais abaixo.
Amor! que não me largas nunca!
Minh'alma achou descanso em Ti;
Desejo dar-Te minha vida,
A Ti, de quem a recebi,
E só por Ti viver.
Ó Luz! que sempre me iluminas!
Por Ti, Senhor, eu posso ver;
E já que a luz celeste brilha,
Nenhum farol preciso ter,
Mas, sim, a luz do céu.
Ó Gozo! que minh'alma inundas!
Que penas Teu poder desfaz!
Na chuva ao ver um arco-íris,
Sei que a promessa cumprirás,
Que o pranto cessará.
Ó Cruz! Levantas minha fronte;
Alentas tu meu coração;
O sangue por Jesus vertido
Garante minha salvação
E dá-me paz com Deus.
História do Hino
Este conhecido hino possui duas traduções para o português e pode ser cantado, também com duas músicas, isto é, uma, feita pelo saudoso Sr. E. P. Ellis (1879-1963); outra, feita pelo conhecido irmão H. M. Wright (1849-1931).
Este hino pode ser cantado tanto com a música St. Margaret, composta por Albert Lister Peace (1844- 19 12), quanto com a de H. Pfeil.
Mas o autor do hino foi o escocês, Dr. George Matheson (1842-1906), filho de um comerciante rico. Desde criança teve dificuldade com a vista, vindo a perdê-la, completamente, aos dezoito anos de idade, pouco tempo depois de ter ingressado na universidade, dificultando, e até impedindo, a continuação dos seus estudos naquele estabelecimento de ensino.
Dedicou-se, então, ao ministério, tendo como auxiliares suas irmãs, as quais aprenderam hebraico, grego e latim para poderem ajudá-lo nos seus estudos. A respeito da sua aflição, em vez de ficar desanimado, parece que ganhou maiores forças. Foi ministro da Igreja Escocesa Livre, tornando-se um pregador brilhante.
Mas o hino em foco foi escrito em circunstâncias bem interessantes, no dia 6 de Junho de 1882.
E ele mesmo quem diz: “Meu hino foi escrito na casa pastoral, em Innellan.
Este hino, foi fruto de grande sofrimento. Foi motivado por a rapariga que o Dr. Matheson amava ter desmanchado o noivado com ele, porque ficara cego. Daí a letra falar no Amor que não o largava nunca e a Luz que sempre o iluminava.
Versão clássica: