Porque Deus continua a permitir o mal?

Apesar de Billy Graham já ter sido promovido à glória (07NOV1918-21FEV2018), continuaremos a publicar as suas Perguntas/Respostas - novas e em arquivo.
Pergunta: A pergunta sobre porque Deus permite o mal não pode ser respondida, mas não continua a ser um dos aspectos mais preocupantes de Deus? - G.E.
Resposta: Este mundo não é como Deus pretendia que fosse. Quando os pais ficam ao lado do túmulo de uma criança que lhes foi roubada por acidente ou doença, não foi isso que Deus quis que acontecesse. Quando um casamento acaba ou uma amizade azeda, não foi isso que Deus pretendeu que acontecesse. Quando milhões de bebés são abortados, não foi isso Deus pretendeu que acontecesse.
A questão de porque é que um Deus amoroso e todo-poderoso permite que o mal exista é quase tão antiga quanto a humanidade. Teólogos e filósofos têm lutado contra esta durante séculos sem encontrar uma resposta completa. Alguns concluíram que Deus não se deve importar - ou até que Ele não exista. Vivemos num universo aleatório, dizem eles, sem rima ou razão para tal.
Mas para aqueles que receberam a Cristo como seu Salvador, aceitamos pela fé que mesmo em face do grande mal, Deus ainda é soberano, e Ele ainda é amoroso, misericordioso e compassivo. A Bíblia fala do “mistério da iniquidade, ou injustiça” (2 Tessalonicenses 2:7), e é isso que o mal é: um mistério. Deus é real - mas o mal e o sofrimento também são. Não são simples ilusão, nem podemos bani-los tendo pensamentos positivos ou dizendo a nós próprios de forma otimista que tudo ficará bem. O mal e o sofrimento são reais e vemo-los em todos os lugares para onde olhamos. Os títulos dos nossos jornais chamam disso a atenção; a nossa experiência confirma-o; os nossos próprios corações e mentes sabem-no.
Se a nossa fé não estiver enraizada nas promessas de Deus - no facto de que Ele nunca nos abandonará - então permaneceremos em desespero, porém a verdadeira fé aponta para além dos nossos problemas, para a esperança que temos em Cristo.



