Será verdade?

Perguntou-se a um indivíduo se ele tinha alguma ideia de qual poderia ser o seu futuro além da morte, e ele imediatamente respondeu:
«Não sei, nem quero saber».
Causa admiração uma ignorância tão completa, e uma ignorância prezada até, como se valesse mais do que o conhecimento.
A resposta tão terminante despertou algumas reflexões. Em uma época em que tudo se estuda, tudo se examina, porquê este acanhamento em investigar o porvir (futuro)?
Não podendo negar a possibilidade da continuada existência do espírito depois da dissolução do corpo, era de esperar que todos sentissem interesse em estudar as probabilidades de a haver.
É notável que a ciência, depois de tantos séculos de progresso, ainda não nos possa dizer coisa alguma com respeito ao estado do espírito «cinco minutos depois da morte». Será porque a ciência também não o quer saber, ou porque não o pode saber com todos os seus estudos?
E porquê este «não quero», do Ateísmo? Porque é que a vontade se revolta contra esse conhecimento, quando com tanto afã procura informar-se de todas as outras coisas? Poderá ser porque receia uma descoberta desagradável, se a verdade for conhecida?
Então será como o doente que não quer que o médico lhe diga a verdade, nem que trate da raiz da moléstia.
Contudo, existe um velho livro que fala do futuro tão positivamente, como do passado. Será possível que a Bíblia nos revele qualquer coisa de interesse, que a ciência ainda não descobriu?
«Prepara-te, ó Israel, a saíres ao encontro do teu Deus» Amós 4:12.
Relata-se de César Borgia, que nos seus últimos momentos exclamara, «Preparei-me durante a minha vida para tudo quanto me pudesse acontecer, menos para a morte; e agora, ai de mim! Tenho de morrer, e inteiramente desprevenido!»
Qual será o paradeiro daqueles que não crêem no Evangelho de Deus? (I Pedro 4:17) .
«O que será de vós», perguntou um incrédulo a um crente, «se não houver mundo futuro?» «E de vós», tornou-lhe o Cristão, «se o houver?».