Ainda Sobre a Existência de Deus

Há dias ouvi um rapazito dos seus 15 anos de idade declarar bem alto que não havia ninguém que o pudesse convencer da existência de Deus.
Achei engraçado o pequeno falar tão seguramente sobre um assunto que as inteligências mais ilustradas têm discutido com tanta prudência, e senti o desejo de perguntar se a impossibilidade de, o convencer era porque «ninguém» era capaz de ensinar, ou porque o pequeno não era capaz de aprender.
Chegando a casa tornei a ler a declaração de Lord Kelvin, um dos primeiros homens da ciência dos nossos tempos, que disse que «a ciência afirma claramente um poder criador»; e também as palavras do naturalista Charles Darwin, cujos conhecimentos eram provavelmente maiores do que os do rapaz: «A impossibilidade de conceber que este grande e maravilhoso universo, e nós mesmos também, deve a sua origem ao acaso, parece-me ser o principal argumento pela existência de Deus».
«Não há maior surdo do que o que não quer ouvir». Temos mais duma vez realizado esta afirmação quando apresentamos a verdade dum Deus Criador e Eterno e quando perante a insuficiência da criatura que necessita de um apoio nas dificuldades espirituais, apresentamos um guia, um Salvador. Não serão as nossas razões a última e irrespondível palavra da ciência, mas são o fruto da experiência e da convicção.
O que vemos então? Uns esbracejam no materialismo, outros no naturalismo espiritualizado, outros no fanatismo intolerante; bem poucos, porém, querem ouvir a voz da verdade, a voz da sua própria consciência que lhes diz, que lhes grita:
— «Pare, olhe e escute a voz de Deus!»