Ateus falham, ao acusar os Cristãos de antropófagos
Quando me converti ao Senhor Jesus Cristo em 1975, comecei imediatamente uma ação evangelística junto dos meus colegas de liceu, intra e extra muros do mesmo.
Quando um dia, junto à Biblioteca Municipal de S. João da Madeira, onde iam muitos dos meus colegas estudar, desencadeei mais uma ação evangelística, alguns, declaradamente ateus, chegaram mesmo a acusar-me - e a todos os Cristãos - de antropofagia (o ato ritual de comer uma parte ou várias partes de um ser humano - do grego anthropos, "homem" e phagein, "comer"), ou seja, de canibalismo.
O que é que eu respondi?
Eu sabia que tal acusação não acertava nos verdadeiros Cristãos, mas nos Católicos Romanos, que se dizem Cristãos, mas cujo Cristianismo está muito adulterado. Os Católicos inventaram a doutrina da transubstanciação, uma doutrina sem suporte bíblico. A transubstanciação é a conjunção de duas palavras latinas: trans (além) e substantia (substância), e significa a mudança da substância do pão e do vinho na substância do Corpo e sangue de Jesus Cristo no ato da consagração, na Eucaristia. Em suma, os Católicos dizem que no ato da consagração do pão e do vinho pelo sacerdote, estes se transformam no corpo e no sangue do Senhor Jesus Cristo, tão real e tão perfeito como está no Céu.Como os Católicos dizem que "recebem" o Senhor quando comem a hóstia, os ateus acusam-nos de antropófagos, canibais - com muita razão.
Ora, qualquer crente que conhece a verdade das Escrituras sabe muito bem que o pão e o vinho representam - não são- o corpo e o sangue do Senhor Jesus Cristo, respetivamente. Quando o Senhor Jesus Cristo disse, "isto é o Meu corpo ... isto é o Meu sangue" (Mateus 26:26-28) quis simplesmente dizer que o páo e o vinho eram figuras - não realidades - do corpo de do sangue do Senhor Jesus Cristo. A Bíblia interpreta-se a si mesma, e muitos outros textos semelhantes são claros quanto a este significado. São exemplo disso, por exemplo, os sonhos de José no Egito, e os seus significados - "As sete vacas formosas SÃO (ou seja, REPRESENTAM) sete anos; as sete espigas formosas também são (ou seja, REPRESENTAM) sete anos" (Génesis 41:26).
Como seria evidente, desmontei facilmente aquela argumentação e acusação falaciosa, explicando-lhes a posição dos Cristãos genuínos, que nada têm a ver com caricaturas distorcidas de Cristãos, como é o caso dos Católicos Romanos. A minha resposta - eles sabiam muito bem - era coerente com o todo da verdade do Evangelho que lhes proclamava, que apontava para uma Pessoa, o Senhor Jesus Cristo, e não uma religião, fosse ela qual fosse.
Por conseguinte, quanto fores confrontado com este tipo de argumento falacioso, diz-lhes que se devem ter enganado no destinatário da sua mensagem, pois os verdadeiros Cristãos não são antropófagos.
- C. M. O.