O grande desafio das pequenas bactérias a Darwin

por Frank Sherwin, M.A. *

     As bactérias (procariotas) são encontradas em todo o lado e são um alicerce essencial do ecossistema da Terra. As procariotas estão concebidas para serem necrófagos ou "decompositores", destruindo os resíduos e materiais orgânicos de forma a que componentes químicos como o nitrogénio possam ser reciclados.

     A teoria evolucionista afirma que algumas antigas procariotas (formas "simples") evoluíram para eucariotas (formas "complexas"). Eucariotas são células com núcleo rodeado de membrana e ADN estruturado em cromossomas lineares, versus cromossomas circulares nas bactérias. Contudo, o Criador concebeu as bactérias com algumas propriedades incríveis que deverão levar as pessoas a serem abertamente cépticas em relação às reivindicações darwinistas respeitantes à origem das bactérias e alegada evolução ao longo do tempo para formas de vida completamente diferentes. (Por exemplo, ver o meu artigo "Just How Simple Are Bacteria?"1)

     Cientistas seculares não têm nenhuma ideia credível de como a molécula de ADN possa ter evoluído a partir de seres não vivos – especialmente sem a ajuda de proteínas (as quais devem ser codificadas por ADN2) ou do sistema de reparação do ADN crítico.3

     O material genético (ADN) na maior parte das bactérias é encontrado como um único cromossoma circular numa área chamada de região nucleóide e contém cerca de 4,7 milhões de pares base. Esticada, esta molécula de ADN seria de cerca de 1.000 vezes maior do que a bactéria em si. O cromossoma das bactérias, apesar de quimicamente idêntico, é estruturado de forma diferente dos cromossomas lineares das células eucariotas que constituem as pessoas (46 cromossomas), plantas (por exemplo, milho, 20 cromossomas) e animais (por exemplo, mosca-da-fruta, 8 cromossomas).

     Todas as células (excepto os glóbulos vermelhos maduros) têm de duplicar o seu material genético para a próxima geração. O processo de duplicação do ADN nas bactérias, chamado de replicação, em duas cópias exactas – uma para cada nova célula filha – é bastante complexo. Envolve um local de origem na molécula circular (chamado oriC) onde começa a replicação. Depois, a replicação bidireccional dos dois filamentos a velocidades idênticas é realizada com precisão. Como vocês podem ver, isto não é nada simples e envolve muitas enzimas, incluindo topoisomerases. Estas moléculas grandes estão concebidas com a importante função de relaxamento e desemaranhamento do ADN. Algumas drogas anti-cancro actuam ao interferir com topoisomerases em células alvo cancerígenas.

     Sendo impossível desta forma tal processo ter evoluído através do tempo, sorte, e erros genéticos aleatórios, três evolucionistas questionam-se se a replicação do ADN poderia ter evoluído independentemente duas vezes!4

     Dificuldades da replicação à parte, o ajustamento do emaranhado de massa de ADN ao interior de uma minúscula bactéria requer um espantoso processo chamado super-enrolamento. O Criador concebeu enzimas que, rápida e eficazmente, torcem o ADN bacteriano sobre si mesmo. Por exemplo, as topoisomerases do Tipo II (girase do ADN que produz ADN super-enrolado negativamente ao cortá-lo) mantêm um grau preciso e estável de super-enrolamento. Totalmente super-enrolado, o cromossoma tem cerca de 1 μm (um micrómetro, 1 milionésimo de metro) de diâmetro, enquanto que a sua configuração desemaranhada é de aproximadamente 430 micrómetros.

     Longe de ser apenas uma maneira eficiente de como a bactéria armazena o seu ADN, os pesquisadores estão a descobrir que o “super-enrolamento funciona como um segundo mensageiro que transmite as informações sobre o ambiente para muitas redes reguladoras na célula.”5 Um segundo mensageiro (e.g., AMP cíclico) é um compósito intermediário que pode alterar os padrões fundamentais da expressão do gene (ADN).

     Portanto, não só o ADN das bactérias deve replicar livre de erros a um ritmo incrível (30.000 "letras" por minuto), mas deve também ser compactado para caber dentro dum espaço impossivelmente pequeno. Durante a replicação, certos genes também devem estar imediatamente disponíveis para funções bacterianas necessárias, algumas na realidade expressas pela sua sensibilidade ao super-enrolamento – que, por sua vez, é estimulado por mudanças ambientais. E isto é apenas a bactéria "simples". Como dizemos na Ciência Criacionista, "Se estiver vivo – é complexo!"


Referências
1.        Sherwin, F. 2001. Just How Simple Are Bacteria? Acts & Facts. 30 (2).
2.        See Sherwin, F. 2002. The Egg/Chicken Conundrum. Acts & Facts. 31 (5).
3.        See Sherwin, F. 2004. Mending Mistakes--The Amazing Ability of Repair. Acts & Facts. 33 (6).
4.        Leipe, D.D., L. Aravind, and E.V. Koonin. 1999. Did DNA replication evolve twice independently? Nucleic Acids Research. 27 (17): 3389-3401.
5.        Peter, B.J., et al. 2004. Genomic transcriptional response to loss of chromosomal supercoiling in Escherichia coli. Genome Biology. 5 (11): R87.

* O Sr. Sherwin é Editor Científico.
Este artigo foi retirado  do seguinte site:
http://www.icr.org/article/3942/
Tradução de Luis Macedo
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