Muitas provas infalíveis

Um método para se mostrar a verdade das Escrituras é o de mostrar o cumprimento das profecias. Outro é o de mostrar a evidência tangível, histórica e secular que os não-crentes aceitam e que também é comprovada pela Bíblia. O ramo da teologia que lida com a defesa e prova da doutrina Cristã é conhecido como "Apologética." Para nós, como crentes, a nossa fé nas Escrituras é tudo o que é requerido, e a nossa crença é tudo o que é necessário. Contudo, a razão para se recorrer à defesa da Bíblia por outros meios que não a mera crença é ter um testemunho de razoabilidade, bom senso, e credibilidade que pode ganhar outros para a fé. Permita-me que apresente alguns exemplos de verdades bíblicas que tornam difícil os descrentes não crerem na Bíblia como Palavra de Deus literal.
Abraão veio de Ur da Caldeia. A Caldeia era o velho nome para a Mesopotâmia, ou Babilónia, que agora chamamos de Iraque. Escavações no século XX feitas pelo ilustre cientista C. Leonar Wooley confirmam a existência de Ur, que durante muito tempo foi considerada por muitos estudiosos como sendo completamente mítica. Foram encontradas em Ur casas de classe média com 10 a 20 quartos, tendo pisos superiores e inferiores. Foi descoberta uma escola que existia no tempo de Abraão, em que os alunos eram ensinados, como hoje, a ler, escrever e contar. Eles usavam contas de multiplicação e de divisão e trabalhavam com a raiz quadrada e cúbica. Pense por um momento em alguém que sabe que hoje não é capaz de fazer esse tipo de cálculos.
O recibo de um serviço fretado datado de 2040 A.C. revela um comércio altamente desenvolvido no tempo de Abraão. Até o nome “Abraão” foi encontrado em placas escavadas.
Estudiosos modernos diziam que no tempo de Abraão não havia camelos no Egito, embora o capítulo 12 de Génesis diga que Abraão tinha camelos. Porém, arqueólogos encontraram não apenas estatuetas e placas e gravuras rupestres de camelos, como também ossos, crânios e fios de pelo de camelo com datas entre 700 A.C. e 3000 A.C..
O capítulo 15 de Génesis fala da Palavra de Deus ser dirigida a Abraão, dizendo-lhe que os seus descendentes seriam escravos no Egito durante quatro séculos, mas voltariam a Canaã na 4ª geração. Êxodo 12:40 diz que Moisés liderou os Israelitas na saída do Egito após 430 anos em cativeiro; e Moisés foi a 4ª geração de Jacó: Levi, Coate, Anrão e depois Moisés. Tem que ser mais que uma casualidade Lucas, no livro dos Atos, no Novo Testamento, escrito mais de mil anos depois, ter mencionado este mesmo evento histórico.
Que evidência incomum e assombrosa maior poderia haver do que a precisão que a Bíblia faz a longo prazo quando fala de Ismael, o filho de Abraão e Hagar? Lembrar-se-á que Hagar era a serva egípcia de Sara, esposa de Abraão. O Senhor disse a Hagar que o seu filho Ismael teria descendentes inumeráveis, e que eles seriam nómadas e sempre conflituosos. Estes são, é claro, os árabes de hoje, e os árabes foram nómadas durante 4.000 anos.
O Capítulo 17 do livro de Génesis diz que reis estariam entre os descendentes de Abraão. Isso cumpriu-se incontáveis vezes: todos os reis de Israel e Judá vieram de Abraão.
Génesis contém muitas, muitas mais evidências que confirmam a verdade bíblica; mas a nossa limitação de espaço exige que consideremos outras passagens das Escrituras.
No Livro do Êxodo, quando se traça a rota das vagueações de Israel durante 40 anos no deserto, descobre-se que as características geográficas daquela parte do mundo, conforme são descritas no livro, correspondem inteiramente ao que um moderno mapa forneceria. Moisés, o escritor do Livro do Êxodo, bem como dos demais primeiros cinco livros da a Bíblia, não poderia produzir um tal documentário por mera coincidência.
Os críticos da Bíblia, ao lerem sobre o castiçal de sete lâmpadas no tabernáculo, em Êxodo 25, declaravam que esse castiçal era desconhecido em Babilónia antes de 600 A.C.. No entanto, escavações feitas a sul de Jerusalém pelo famoso arqueólogo W. F. Albright descobriram sete castiçais datados de 1200 a 1400 A.C.
O livro de Levítico afirma que, apesar de todas as tentativas de ódio dos inimigos para destruir os Judeus, o Senhor nunca permitirá que eles sejam completamente eliminados. Espalhados por 25 séculos, e tendo havido tentativas intermináveis para os erradicar da face da Terra, eles não apenas continuam a existir, como são uma força inegável. Mesmo que apenas alguns Judeus fossem deixados no mundo, após o esforço diabólico para os exterminar, isso já seria evidência mais do que suficiente para confiar na Palavra de Deus. Por comparação, perguntemos simplesmente o que aconteceu aos numerosos outros povos cujo futuro não foi garantido por Deus. Onde estão os Amalequitas, os Amorreus, os Jebuseus, os Hiititas, os Filisteus, os Assírios e todas as outras nações que existiram na história? Não há qualquer vestígio deles hoje.
Embora a Bíblia mencione os Hititas 48 vezes, os críticos sustentavam há muito que esse povo, se tivesse existido, seria inconsequente. O arqueólogo G. A. Barton menciona no seu livro, Archeology and the Bible (A Arqueologia e a Bíblia), que um arquivo de tábuas de argila regista um tratado militar entre os Hititas e o Egito treze séculos antes do nascimento de Cristo. Isso certamente faz dos Hititas uma importante cultura com a qual os egípcios estiveram politicamente envolvidos.
Indo para outra seção da Bíblia: o livro de Josué detalha como os soldados israelitas marcharam ao redor da cidade de Jericó sete vezes num dia. O livro de Sir Charles Marston, New Biblical Evidence (Nova Evidência Bíblica), relata que as escavações da velha Jericó mostram que os muros mediam apenas 650 jardas - cerca de 600 metros - em circunferência, envolvendo uma área de apenas cerca de 3 hectares, pouco mais de 28.000 metros quadrados. Assim, uma marcha de sete voltas num dia é inteiramente possível. Escavações de outras cidades antigas, como Tróia, e até mesmo Jerusalém, mostram que as seções muradas eram lugares de refúgio para o qual as pessoas podiam fugir em tempos de dificuldade, e não incluíam toda a cidade onde as pessoas residiam regularmente.
A Bíblia cita Josué a amaldiçoar qualquer pessoa que reconstruísse Jericó (Josué 6:26), declarando que tal pessoa iria sofrer a perda do seu filho mais velho, como também do seu filho mais novo. Quando o Primeiro Livro dos Reis foi escrito séculos depois, este narra como o malvado rei Acabe se esforçou por reconstruir a cidade (1 Reis 16:34). Note esta descrição detalhada da reconstrução: “Em seus dias, Hiel, o betelita, edificou a Jericó; morrendo Abirão, o seu primogénito, a fundou; e, morrendo Segube, o seu último, pôs as suas portas; conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num.” Não parece racional supor que uma trama fraudulenta entre escritores da Bíblia que não se conheciam, e que viveram séculos separados, pudesse ter fabricado este conto cujas peças se encaixam tão perfeitamente. Qualquer um, ou qualquer grupo de conspiradores que tentasse planear uma história como esta para enganar, certamente estaria condenado ao fracasso. Mas porque as Escrituras são totalmente divinas na sua autoria, ninguém precisa se preocupar sobre o que poderá revelar um exame minucioso, a não ser a verdade absoluta.
- Arthur Birkby
(Continua)



