Procurando uma brecha
Para muitas pessoas, não parece simplesmente certo que Deus castigue alguém no inferno por toda a eternidade. Então elas procuram brechas no ensino claro da Bíblia sobre a condenação eterna (Ap 14:11, etc.). Elas têm boas intenções, lembram-nos o que o Senhor disse sobre o homem rico no inferno, que implorou que Lázaro fosse enviado para advertir os seus cinco irmãos, “a fim de que não venham, também, para este lugar de tormento.” (Lucas 16:28) Muitas vezes é argumentado que este homem se arrependeu, e apenas um Deus que era um monstro se recusaria a libertá-lo. Quando comparamos Escritura com Escritura, porém, acreditamos no contrário, especialmente quando comparamos os tormentos do inferno com os tormentos da Grande Tribulação.
Há muitas maneiras de mostrar que a Grande Tribulação será um tempo de inferno na terra, mas talvez a mais simples seja encontrada quando lemos que “E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão” (Ap 9:6). Que imagem do inferno! Talvez pensasses que todos os que recebessem os tormentos insondáveis daquele dia se arrependeriam na esperança de que Deus cedesse e os poupasse de mais tormentos. No entanto, apesar do facto de os homens serem “abrasados com grandes calores” (Ap 16:9), na visão de João, eles “blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram, para Lhe darem glória.” (vv. 9,11).
À luz de tudo isso, sentimos que o pedido do homem rico para avisar os seus cinco irmãos não era uma indicação de arrependimento da sua parte - longe disso. Como muitos homens encarcerados, ele estava à procura de uma brecha no caso da acusação contra ele. Nota bem que, se Lázaro fosse enviado dos mortos para avisar os seus irmãos, ele poderia argumentar que nunca beneficiara de tal advertência sobrenatural, tornando a sua condenação injusta.
Adiciona tudo e uma imagem mais precisa do inferno surgirá. O inferno não está cheio de lamentos de arrependimento aos quais Deus faz ouvidos surdos e insensíveis. Como a descrição da Grande Tribulação que acabámos de ler, o ar está bastante impregnado do som de blasfémia, expressa por homens que estão eternamente convencidos de que Deus está errado e que eles não deveriam estar ali.
Felizmente, caro leitor, não precisas de ir para lá. Admite simplesmente que Deus está certo, que és pecador (Rom. 3:23) que mereces morrer uma morte eterna por causa dos teus seus pecados (Rom. 6:23; Apoc. 20:14), mas que Cristo morreu por estes, para te poupar a ti à morte (1 Cor. 15:1-4). “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16:31).
por Ricky Kurth



