Graça não merecida
Já alguma vez notou que Deus não nos apresenta os grandes homens da Escrituras por causa da sua bondade pessoal? Quase que invariavelmente os seus registos estão manchados pelo fracasso e pecado, mas Deus convida-nos a olhar para a sua fé, para vermos o que a sua fé fez por eles. Mesmo os que viveram vidas consistentemente boas não nos são apresentados pelo seu mérito pessoal, pois Deus conhece as suas imperfeições. Assim Rom. 4:2,3 diz:
“Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.”
E o versículo 6 prossegue, dizendo de David:
“Assim também David declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras ...”
A razão é porque o homem não consegue viver uma vida suficientemente boa que o torne aceitável a Deus, pois com Deus só a perfeição é suficientemente boa. Um só pecado corrompeu a terra; Deus não permitirá que um só pecado corrompa também o céu. Foi por isso que, em graça, Ele deu Cristo para morrer pelos nossos pecados e para pagar o justo castigo por nós. Por causa do pagamento todo suficiente de Cristo a nosso favor, Deus agora pode ser “justo e justificador” daqueles que colocam a sua fé em Jesus (Rom. 3:26).
O famoso capítulo 11 da carta de Paulo aos Hebreus confirma o facto de que a salvação, ou a aceitação de Deus, consegue-se, não por esforço humano, mas pela fé. Este grande capítulo dos heróis que estão no Galarim da fama de Deus, começa com as palavras: “ ... por ela [fé] os antigos alcançaram testemunho ...,” e depois continua: “Pela fé Abel ...,” Pela fé Enoque ...,” Pela fé Abel ...,” Pela fé Noé ...,” Pela fé Abraão ...,” etc., e conclui com a declaração:
“...todos estes, tendo tido testemunho pela fé ...”
Cornelius R. Stam



