Confiança na morte
Nos quarenta anos do meu ministério tenho visto muitas pessoas aproximarem-se da morte e visto alguns morrerem.Algumas, que conheciam Cristo como seu Salvador, estavam prontas, mesmo ávidas, para partir a fim de estarem com Ele. Algumas passaram deste cenário com cânticos ou palavras de louvor nos seus lábios. Outros, que falharam em preparar-se, morreram em temor mortal, não meramente da morte, mas do que jaz para além dela.
Contudo, estas coisas nem sempre correm assim deste modo, pois também tenho visto os descrentes mais endurecidos deixarem esta vida fazendo chacota e aparentemente sem receio, enquanto que por outro lado tenho visto Cristãos sinceros encolherem-se de receio com a aproximação da morte. Estas reacções humanas não alteraram o facto de que os descrentes tinham razão para estarem receosos, enquanto que os crentes não necessitam de ter receio.
A Palavra de Deus diz-nos que “...aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Heb. 9:27,28). É o “depois disso” que faz com que os homens tenham receio de morrer. Eles temem a verdade de Rom. 14:12, a saber, “que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.”
Mas espere: nós não citámos todo o texto de Heb. 9.27,28. A passagem completa diz:
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.”
Isto só pode significar uma coisa: que Cristo morreu por nós e suportou o castigo dos nossos pecados, a “segunda morte.”
É por isso que Heb. 2.9-15 declara que “pela graça de Deus” Cristo provou “a morte por todos ... para que pela [Sua] morte ... livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.”
Cornelius R. Stam



