De quem é a culpa?
Recentemente este escritor ficou um bocado azedado ao ler o seguinte parágrafo num dos nossos principais jornais de Chicago (EUA):“Ladrões profissionais e adolescentes que roubam carros por diversão não devem ser culpabilizados pela maioria dos roubos de automóveis. É verdade que são eles que cometem os roubos – mas os motoristas descuidados é que devem ser culpabilizados … Quando em desuso, os carros devem ser trancados.”
Pense simplesmente nisto: Mais de 1.000 automóveis são furtados todos os dias nos EUA, mas quem os rouba não deve ser culpabilizado – os donos é que devem ser culpabilizados por não tornarem impossível o roubo dos seus carros!
O homem foi sempre mestre na “transferência da culpa.” Adão disse, realmente, a Deus: “A falta não é minha; é da mulher que me deste.” Eva disse: “Não me culpes. A serpente enganou-me,” e desde então, os descendentes do primeiro casal foram sempre adeptos da transferência da culpa.
Mas agora está a acontecer que os tribunais defendem e protegem os criminosos e até culpam os inocentes por não tornarem impossível a actuação dos criminosos! É uma vergonha que tenhamos de trancar os nossos carros por causa dos roubos – e é um estigma sobre a nossa sociedade. Alguns juízes não vêem isto desta forma, mas Deus vê. Leia Romanos 2:2:
“E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre [ou, contra] os que tais coisas fazem.”
No entanto podemos estar todos agradecidos por ter sido a própria justiça – como igualmente o amor – de Deus, que O levou a tomar sobre Si a forma humana e a pagar pelos nossos pecados no Calvário. Deus não pode fazer vista grossa ao pecado, mas ama o pecador. Foi por isso que Ele pagou por todos os nossos pecados no Calvário, e foi também por isso que agora podemos ser “… justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rom. 3:24). “…Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo …” (Act. 16:31).
Cornelius R. Stam



