A revelação de Deus
Romanos 1:18-20 declara que Deus tem-se revelado ao homem na criação. Não que possamos aprender o Seu plano de salvação da criação – longe disso. Mas a criação: a glória dos seus céus ornamentados de estrelas, a beleza das sua flores e pores-do-sol, o sol e a chuva e cultivos que suprem a nossa alimentação, e as imutáveis leis da natureza, tudo manifesta não só a existência de Deus, mas o Seu poder, o Seu amor, a Sua justiça, de tal modo que o homem é um ser responsável e, como diz o Versículo 20, “inescusável (sem desculpa)”, pela deplorável condição em que se encontra.Um crente, falando um dia com um evolucionista ateu, pegou no seu relógio, olhou para ele e colocou-o novamente no bolso, dizendo: “Tenho um relógio fantástico; as horas estão sempre certas; nunca falha um segundo.”
“De que marca é?” perguntou o ateu. “Oh, não tem marca,” respondeu o Cristão. “Bem, quem é que o manufacturou?” “Oh, ninguém; simplesmente se organizou de uma forma qualquer.”
“Disparate,” disse o ateu, “Um relógio não pode simplesmente surgir. Alguém teve de desenhá-lo e alguém teve de o manufacturar.”
“É verdade,” disse o Cristão, “no entanto espera que eu acredite que este universo, com os seus biliões de estrelas e planetas, a operarem conjuntamente numa ordem perfeita, simplesmente surgiu por si próprio; que não teve nenhum Desenhador, nenhum Criador e ninguém que o mantenha em funcionamento? Isso não é um disparate?”
Não surpreende que Paulo diga que os ímpios estejam “sem desculpa,” incluindo mesmo a vasta maioria de pessoas “religiosas”, que acalmam as suas consciências ao reservarem uma pequena parte de cada semana para a realização de algum rito religioso, mas que deixam Deus de fora dos seus negócios, das suas políticas, dos seus relacionamentos sociais – dos seus corações.
Mas graças a Deus, assim como Ele revelou o Seu poder e glória na criação, Ele revelou a Sua misericórdia e graça, o Seu plano de salvação, na Bíblia, onde lemos como “Cristo morreu pelos nossos pecados” (1 Cor. 15:3), de modo a podermos ter “a redenção pelo Seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da Sua graça” (Efé. 1:7).
Cornelius R. Stam



