O pregador visitante
Paulo e Barnabé tinham-se sentado na grande sinagoga de Antioquia da Pisídia. Contudo. eles foram logo reconhecidos como “clérigos,” pois “depois da lição da lei e dos profetas” eles foram convidados a dar uma palavra de “exortação” aos que se tinham reunido.Estes detalhes são importantes, pois como Moisés, ao dar a Lei, tinha declarado os padrões morais de Deus, os profetas tinham desafiado durante séculos o povo a obedecer à Lei, avisando-os das terríveis consequências de se transgredir os seus mandamentos. Assim, nas sinagogas eram geralmente lidas passagens da Lei e dos profetas, e os líderes religiosos a seguir “exortavam” o povo a dar ouvidos aos profetas e a obedecer à Lei.
Paulo e Barnabé, os pregadores visitantes, por conseguinte, foram convidados a dar, se tivessem, “alguma palavra de consolação [ou, exortação] para o povo.” Paulo respondeu ao convite mas, em vez de meramente exortar os seus ouvintes a guardarem a Lei, ele proclamou Cristo, que em amor tinha morrido por todos os transgressores da Lei, terminando com estas palavras:
“Seja-vos pois notório, varões irmãos, que por Este se vos anuncia a remissão dos pecados. E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por Ele é justificado todo aquele que crê” (Act. 13:38,39).
Como necessitamos desta mensagem hoje! Nós podemos exortar permanentemente os outros a guardarem a Lei, mas qual de nós ainda não a transgrediu? Então agradeçamos a Deus por Ele ser um Salvador de amor bem como um justo Juiz e por Deus o Filho ter pago, Ele próprio, pelos nossos pecados no Calvário de modo a podermos ser “justificados gratuitamente pela Sua graça.”
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós ...” (Gál. 3:13).
“... Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo ...” (Act. 16:31).
Cornelius R. Stam



