E eu?
Não é admirável que homens que podem produzir intrincados mecanismos electrónicos, construir arranha-céus gigantescos, fazer voar homens até à lua e fazê-los regressar – não é admirável que estes homens muitas vezes nem sequer saibam o que é que finalmente vai ser deles? E o que ainda é mais admirável é que a maioria deles nem sequer tenta seriamente descobrir.
São pessoas suficientemente inteligentes para planear cuidadosamente o futuro no que concerne a assuntos temporais, mas suficientemente loucas para negligenciar o seu bem-estar eterno. Fazem planos para si no caso de adoecerem e de necessitarem de fundos adicionais para cirurgia, medicina e cuidados hospitalares. Até fazem planos para os seus entes queridos em caso de morte e luto, mas falham em interrogar-se: “O que me acontecerá depois da morte?”
“Os sábios deste mundo” testemunham diariamente a verdade de Heb. 9:27, que “aos homens está ordenado morrerem uma vez”, e a maior parte deles sabe que a Bíblia acrescenta: “vindo depois disso o juízo.” Eles podem esperar que isto não passe de uma falso alarme, mas eles não sabem. Eles só podem questionar-se e preocupar-se. Heb. 2:15 declara que “com medo da morte,” estão “por toda a vida sujeitos à servidão.” Como Adão, fogem e escondem-se de Deus em vez de correrem para Ele e perguntarem: “O que tenho de fazer para ser salvo?” Demasiado cobardes para encararem a sua própria condição de perdidos, deambulam sem qualquer luz para além da sepultura, sem qualquer esperança para além da tumba – geralmente com demasiado receio até de discutir a morte.
O crente na Palavra de Deus não é deixado assim na escuridão. Ele gloria-se na verdade das passagens que temos citado parcialmente acima. Citamo-las agora completamente:
Heb. 2:14,15: “E, visto como os filhos [de Adão] participam da carne e do sangue, também Ele [Cristo] participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;
“E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.”
Cornelius R. Stam



