Paz com Deus, Acesso a Deus e a Esperança da Glória
Segundo Romanos 4:25, Cristo foi entregue à morte pelos nossos pecados e depois foi ressuscitado dos mortos porque liquidou plenamente a nossa dívida. Os resultados desta poderosa obra da redenção devem ser verdadeiramente meditados por serem maravilhosos.Primeiro, significa para todo o crente em Cristo, que “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus …” (Rom. 5:1). Se Cristo pagou pelos nossos pecados e a barreira entre Deus e nós foi removida, porque não havemos de desfrutar de paz com Deus? Porque não havemos de nos erguer de manhã, ir para o nosso trabalho durante o dia e à noite recolhermos com a confiança completa de que tudo está bem; que estamos em paz com Deus e que Ele nos ama como sendo muito Seus?
Mas mais: O versículo 2 prossegue dizendo que por Cristo nós também temos “… entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes …” Se a barreira do pecado foi removida e estamos em paz com Deus, o que haverá que nos prive da Sua presença, especialmente quanto Ele próprio nos convida a chegarmo-nos “pois com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Heb. 4:16)? Quão maravilhoso ter uma posição diante de Deus em graça e estar em paz com Ele e desfrutar de livre acesso à Sua presença pela fé!
Mas há mais ainda. O crente em Cristo não somente desfruta de paz com Deus e de acesso a Deus, mas, como este mesmo versículo diz: “… nos gloriamos na esperança da glória de Deus.”
Certamente que na Bíblia “esperança” é mais do que um desejo. É uma antecipação ávida de coisas maravilhosas que estão para vir. Heb. 6:19 diz: “A qual temos como âncora da alma segura e firme …” O homem tem tido sempre receio da glória de Deus. Quando a glória de Deus cercou de resplendor os pastores da Judeia, eles “tiveram grande temor.” Isto aconteceu porque “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rom. 3:23). Mas o crente mais simples em Cristo pode regozijar-se na antecipação da partilha da glória de Deus um dia.
Cornelius R. Stam



