Deus é central
A epístola de Paulo aos Romanos é o livro fundação da teologia Cristã. Coloca-nos face a face com os factos que devemos saber e que temos de saber para sermos salvos.Nos versículos 16 e 17 do primeiro capítulo o Apóstolo declara que está orgulhoso do Evangelho porque nele a “justiça” ou rectidão de Deus é revelada. Deus teve de tratar justamente com o pecado antes de poder oferecer salvação a pecadores. O pecado não é meramente um problema; é erro moral e incendeia a ira de um Deus justo e santo.
A ira de Deus é muito pouco discutida pelos modernos evangelistas e pregadores modernos. Eles gostam de falar sobre o amor e misericórdia de Deus, como se Ele fosse um Grande Homem Velho com uma atitude tolerante para com o pecado. Mas os tais nunca apreciam plenamente o Seu amor e misericórdia porque não compreendem a Sua infinita ira contra o pecado.
Muito evangelismo hoje tem-se tornado numa espécie de oferta promocional do tipo “tente Deus.” Os prazeres do mundo não satisfazem? Tente Deus. Não se consegue livrar-se de uma escravidão terrível? Tente Deus. Quando tudo o mais falhar, Tente Deus! Porém esta abordagem humanista é estranha às Escrituras. Deus, a Sua santidade, a Sua ira contra o pecado e o Seu amor em providenciar a salvação – isto é que é central nas Escrituras, e não o homem, a sua condição e as suas necessidades.
Nós não devemos olhar para Deus como nosso servo, que nos ajuda em tempo de necessidade, mas como o Santo cuja justiça temos ofendido, mas que em infinita graça, pagou, Ele próprio, pelos nossos pecados de modo a podermos ser remidos. É por isso que a Epístola aos Romanos principia o seu forte argumento com quase três capítulos sobre o tema pecado. Depois seguem-se as boas notícias da graça de Deus acerca da resolução da questão do pecado de modo a podermos ser “... justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rom. 3:24).
E assim o mesmo escritor inspirado declara em Efé. 2:2-4 que nós éramos “filhos da desobediência,” e por conseguinte “filhos da ira,” mas depois continua a mostrar como “Deus, que é riquíssimo em misericórdia” e grande em “amor,” salva os crentes pela graça, dando-lhes vida eterna em Cristo, que morreu pelos nossos pecados.
Cornelius R. Stam



